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Jovem que morreu após queda de 40 metros em salto de rope jump ainda apresentava sinais vitais, relata enfermeira

A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após sofrer uma queda de aproximadamente 40 metros durante a prática de rope jump em Limeira, interior de São Paulo, ainda apresentava sinais vitais quando recebeu os primeiros socorros. A informação foi revelada pela enfermeira Rayza Dias, que estava no local como visitante e prestou atendimento à vítima logo após o acidente.

Em entrevista ao programa Domingo Espetacular, a profissional relatou que o acesso ao ponto onde Maria Eduarda caiu era bastante difícil, exigindo a descida por uma ribanceira íngreme. Ao chegar até a jovem, a enfermeira constatou que ela apresentava respiração ofegante, pupilas dilatadas e pulsação fraca.

Os primeiros procedimentos de reanimação foram iniciados imediatamente na tentativa de estabilizar a vítima até a chegada de equipes especializadas. Apesar dos esforços, Maria Eduarda não resistiu aos ferimentos e teve a morte constatada ainda no local.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo. A ocorrência foi registrada na 3ª Delegacia de Polícia de Limeira como homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de provocar o resultado fatal.

A Justiça determinou a prisão preventiva de três homens apontados como responsáveis pela operação da atividade: Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor De Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra.

Segundo informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, dois funcionários da empresa responsável pelo salto permaneciam próximos à vítima quando as equipes de resgate chegaram. No entanto, eles teriam fugido para uma área de mata assim que os policiais se afastaram para auxiliar nos trabalhos de socorro.

As investigações preliminares apontam para uma grave falha nos procedimentos de segurança. Depoimentos de testemunhas e imagens anexadas ao inquérito indicam que Maria Eduarda foi lançada da plataforma sem estar devidamente conectada à corda de sustentação. O vídeo analisado pelos investigadores mostra que a jovem foi erguida e impulsionada para o salto sem o equipamento essencial de segurança preso ao seu corpo, provocando a queda livre até o solo.

A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias do acidente e a responsabilidade dos envolvidos na operação da atividade de aventura.

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