O tremor “OI” foi sentido em todas as candidaturas, a intensidade ainda está sendo medida.
Falando primeiramente dos impactos negativos, sem dúvida o mais atingido é Mauro Mendes, que vinha com ampla vantagem sobre os demais concorrentes a vaga de senado e é esperado que seus números de intenção de voto, medido por pesquisas, desidratem.
Por ter governado por sete anos sem denúncias corriqueiras ou esparsas de corrupção em seu governo, o impacto pode ser pequeno o bastante para mantê-lo a frente, mas com margem menor.
Três pontos mais podem ser assimilados pelos que declararam voto no ex-governador Mendes; o fato de o principal denunciante ser concorrente direto a mesma vaga pretendida ao senado, o denuncismo comum de ano eleitoral e o exemplo citado em sua defesa que também foi investigado em 2014, quando prefeito, e tudo ficou apenas na denúncia.
Esse é um cenário bom.
Outro atingido por estilhaços é Otaviano Pivetta que apesar de não ser citado, tem com o vice, recém escolhido, Fábio Garcia.
Brasileiro não isenta em primeiro momento, um setor que esteve envolvido por muito tempo em paginas policiais, o setor de empreiteiras. Fábio é filho de um empreiteiro e talvez tenha mais dificuldade em convencer o eleitor do que se defender no processo, partindo da sua justificativa que não tem na denúncia oferecida, nem um ato seu relacionado.
Retirá-lo agora da condição de vice, é condenação antecipada. Se o prejuízo para Pivetta for grande, Fabio deve tomar a inciativa de se afastar para cuidar de sua defesa.
Na outra ponta tempos os impactos positivos.
Votos da direita ficarão na direita. Mauro não perderá votos para Pedro Taques.
Ganham Janaina e José Medeiros principalmente.
Já na esquerda sim, Pedro retira votos de Carlos Fávaro.
Os próximos passos, para terremoto ou um “traque”, depende de ações futuras do STF.

