O tenente-coronel Wanderson da Costa Castro, oficial da Polícia Militar de Mato Grosso, é alvo de uma investigação após ser acusado de perseguição, ameaça e divulgação de informações pessoais contra uma ex-companheira, com quem manteve um relacionamento casual por oito meses. O caso foi registrado na manhã da última quarta-feira (24) em uma residência no bairro Quilombo, em Cuiabá.
De acordo com o relato da vítima, registrado na Polícia Civil, ela e o oficial se relacionaram entre 20 de outubro de 2025 e 20 de junho de 2026, em uma relação sem compromisso formal de ambas as partes. A situação teria se agravado no dia 23 de junho, quando o tenente-coronel descobriu que, durante o período em que estavam juntos, a vítima se envolveu com um homem casado.
Segundo a narrativa da comunicante, ao ser confrontada pelo oficial, ela confirmou o envolvimento com o terceiro. Foi então que o tenente-coronel teria exigido que a vítima gravasse um vídeo íntimo e enviasse a ele. Caso se recusasse, ele ameaçou contar sobre o envolvimento da mulher para os pais dela e para a esposa do homem com quem ela havia se relacionado.
A vítima, no entanto, afirmou ao suspeito que não enviaria o vídeo nem a foto que ele exigia e que ele poderia contar o que quisesse para sua família. Diante da negativa, o oficial cumpriu a ameaça e contou para os pais da mulher e para a esposa do homem casado, conforme relatado no boletim de ocorrência.
Após os fatos, a vítima bloqueou o contato do tenente-coronel, mas, segundo ela, o oficial não cessou as tentativas de contato. Ele passou a enviar mensagens por meio de diversos números diferentes — inclusive via Pix e WhatsApp —, proferindo xingamentos e ofensas, chamando a mulher de “vadia”, “vagabunda” e “puta”.
A vítima relatou à polícia que se sente perseguida e com medo em razão da conduta do suspeito, especialmente pelo fato de ele ser um oficial de alta patente da Polícia Militar, o que, segundo ela, potencializa a sensação de intimidação e vulnerabilidade.
Diante da situação, a mulher solicitou à Justiça a concessão de medida protetiva em desfavor do tenente-coronel, nos termos da Lei Maria da Penha, para garantir sua segurança e cessar as investidas do oficial.
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do caso e ouvirá tanto a vítima quanto o suspeito nos próximos dias. O caso segue em investigação, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades à medida que os depoimentos forem colhidos e as apurações avançarem. A vítima permanece sob proteção das autoridades enquanto aguarda a decisão judicial sobre a medida protetiva.

