Acompanho de perto a ascensão de moléculas que prometem não apenas mascarar, mas efetivamente reverter sinais do tempo. Em 2026, poucas substâncias despertam tanto entusiasmo na comunidade científica e clínica quanto o GHK-Cu (Glicil-L-Histidil-L-Lisina de Cobre). Este tripeptídeo, naturalmente presente no plasma humano, é o que chamamos de “molécula inteligente”, atuando como um maestro biológico capaz de reprogramar as funções celulares para um estado de vitalidade juvenil.
O grande diferencial do GHK-Cu na prevenção e no tratamento do envelhecimento reside em sua capacidade multifacetada de remodelamento dérmico. À medida que envelhecemos, a concentração desse peptídeo em nosso corpo cai drasticamente, o que compromete a regeneração dos tecidos. Ao reintroduzi-lo, seja via tópica avançada ou através de protocolos de drug delivery, sinalizamos diretamente para os fibroblastos que é hora de retomar a produção de colágeno, elastina e glicosaminoglicanos. O resultado é um aumento real da densidade da pele, combatendo a atrofia e o aspecto de “papel de seda”.
Além do estímulo estrutural, o GHK-Cu possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias potentes. Ele atua na proteção do DNA celular contra danos causados pela radiação UV e radicais livres, funcionando como um escudo preventivo contra o fotoenvelhecimento. Na prática clínica, observamos que o uso contínuo deste peptídeo melhora a firmeza, reduz a profundidade das rugas e uniformiza o tom da pele, proporcionando o que apelidamos de Naturalidade Radical: uma pele que não parece “tratada”, mas que é inerentemente saudável e resiliente.
Diogo Tadeu Alves Corrêa é médico, atua na clínica Tez na área de estética há 18 anos.

