Remédio e tratamento médico politizados, chinelas politizadas e, agora, lava louças politizado. Será que, para isso, tem detergente, remédio ou pantufas?
Nas redes, teve até quem bebesse — ou fingisse beber — o tal detergente. Piadas sobre quem supostamente bebeu ou passou mal, risadas sobre diarreias que, dizem, acometeram os mais radicais nos gestos em apoio ao “injustiçado” produto.
Retirando os caçadores de haters e cliques, os que ganham dinheiro com comentários e curtidas, ficam apenas os bobalhões.
Os motivos de toda a polêmica e prova de lealdade ideológica são: apoio ao órgão de controle, que viu quebra de regras e risco de contaminação da população, mesmo que em casos mínimos, de um lado.
No campo oposto, a “prova de achismo fundamentada” de perseguição política à empresa que destinou R$ 1,5 milhão à campanha de Jair Bolsonaro à Presidência.
Lembrando que a empresa já recolheu, por conta própria, em outra ocasião, lotes do mesmo produto fabricados que ficaram fora das especificações sanitárias, antes de qualquer notificação da Anvisa.
Mas, uma dúvida precisa ser respondida: a decisão da Justiça em suspender a retirada do produto do mercado tem o poder de suspender os riscos sanitários?
Ou os riscos são inexistentes, ou as exigências sanitárias são absurdas. Caso contrário, precisamos de outras suspensões para meningite, SARS etc.
Em meio às risadas, pulos de contentamento e foguetório da Limpol, surge mais uma pergunta:
Quem será que a Baygon apoiou com dinheiro nas últimas eleições presidenciais?

