LENDA DO BASQUETE

Despedida de Oscar Schmidt é com camisa da Seleção Brasileira

Foto: Divulgação/NBA

O ex-jogador Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo, após uma parada cardiorrespiratória. Considerado um dos maiores nomes da história do basquete, o “Mão Santa” deixa legado marcado por recordes, conquistas e reconhecimento internacional.

Maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, Oscar também é o principal cestinha da Seleção Brasileira, somando 7.693 pontos em 326 partidas. Ao longo da carreira, acumulou quase 50 mil pontos e disputou cinco edições olímpicas consecutivas, entre 1980 e 1996.

Entre os principais feitos, estão o título do Pan-Americano de 1987, em Indianápolis, onde marcou 46 pontos na final contra os Estados Unidos, além de três títulos sul-americanos e duas Copas América com a Seleção. No cenário internacional, brilhou por mais de uma década na Itália, onde ultrapassou a marca de 13 mil pontos e se consolidou como um dos maiores pontuadores do basquete europeu.

Mesmo sem atuar na NBA, foi reconhecido mundialmente e integrou o Hall da Fama do basquete, além de receber homenagens de grandes nomes do esporte. Em 2024, foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil.

Fora das quadras, a morte do ídolo também foi marcada por forte comoção. O irmão, o apresentador Tadeu Schmidt, se emocionou ao vivo durante o programa Big Brother Brasil, ao prestar homenagem ao ex-atleta.

“Meu irmão era meu maior ídolo, principalmente pelo amor à profissão”, declarou. Tadeu destacou ainda a dedicação de Oscar ao esporte, lembrando episódios em que o jogador priorizou a carreira mesmo em momentos pessoais importantes.

Oscar Schmidt enfrentava há mais de 15 anos um tumor cerebral e, segundo a família, lutou contra a doença com coragem e determinação. A despedida foi realizada de forma reservada e o eterno “Mão Santa” foi cremado vestido com a camisa da Seleção Brasileira que defendeu por décadas.

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