O Secretário Municipal de Planejamento Urbano de Cuiabá, José Porto Carreiro, afirmou que o novo Plano Diretor aposta na implantação do BRT para que o cuiabano mude de hábito, trocando o carro pelo transporte público.
Com todo o respeito que boas intenções merecem, é claro que isso não ocorrerá.
O modelo de transporte coletivo que faz pessoas de terno e gravata usarem, no seu dia a dia, pode ser implantado a qualquer momento — já, inclusive.
Basta vontade política e dinheiro.
Ônibus lotados, longa espera em placas rodeadas de mato, ao relento, que indicam ser ali a parada, não são incompatíveis com essa aposta.
Os veículos do BRT não rodarão em quantidade maior que os ônibus simples de agora.
Estamos falando de dois corredores: CPA/Aeroporto, em Várzea Grande, e Centro/Coxipó. E os veículos que fazem o transporte desses corredores para os demais locais da cidade?
O transporte público de Cuiabá é como a distribuição de água em Várzea Grande: todos prometem solucionar. O parlamento cuiabano instalou CPI que não chegou ao primeiro ponto e, de concreto, só a gratuidade aos domingos e feriados. Sem ilusões, não passará disso.
Em 1662, começou a circular em Paris ( França) o primeiro serviço de carruagens para transporte da população.
A ideia de planejar para que os próximos governantes executem não tem registro de quando foi colocada pela primeira vez em prática, mas está funcionando bem até hoje.

