A proposta é do vereador Adevair Cabral, prevendo que a semana que antecede o dia dos pais seja de Valorização da Paternidade e do Homem.
Segundo o vereador, a criação da Semana do Homem busca destacar virtudes tradicionalmente associadas aos homens, como determinação, força, senso de responsabilidade e cuidado. Ao mesmo tempo, propõe reforçar a importância da presença paterna ativa, afetiva e responsável na vida dos filhos.
Entre os objetivos, estimular o respeito às emoções masculinas, com incentivo ao apoio psicológico e à superação de estigmas que desvalorizam ou inferiorizam os homens, além de combater frases, atitudes e estereótipos causadores de danos emocionais e que contribuam para o adoecimento psicológico.
Com o maior número de feminicídios em cinco anos, o ano passado deu a Mato Grosso, mais uma vez, o título de campeão nacional nessa tipificação de crime, e há gente preocupada em ser chamada de machista e com os danos que isso pode ocasionar no “pobrezinho”.
Será que o numero de vereadoras, 8, nesta legislatura, fragilizou ou causou algum dano emocional no nobre vereador, a esse ponto?
Ou alguma confusão com a Semana da Paternidade, ação de algumas prefeituras Brasil afora e do governo federal, que tem objetivo diferente do proposto pelo edil, tratando das responsabilidades no acompanhamento das crianças, inclusive antes do nascimento, como pré-natal e até planejamento familiar?
Talvez uma má aplicação do valor de R$ 3,1 mil reais, aprovado como auxílio-saúde para os vereadores cuiabanos em 2022, pagos religiosamente, sem qualquer veto a pagamento de consultas com psicólogos ou psiquiatras.
Mas não é por uma ideia ruim que se deva invalidar todo o trabalho de cinco mandatos de um vereador, mesmo que possa surgir a dúvida de como conseguiu 5 mandatos com ideias assim.
Com tanto “vereador calendário”, é natural que ninguém lembre que 1º de outubro é Dia Nacional do Vereador.

