Maria Eduarda Peretsitsu Warairo, de apenas três meses, foi violentada e morta na madrugada desta sexta-feira (05), em Barra do Garças. O caso chocou a cidade e mobilizou a Polícia Militar, o sistema de saúde e a perícia oficial.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela guarnição, a equipe foi acionada por volta das 4h20 para se deslocar até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da urbe. A informação inicial dava conta da entrada de uma bebê de três meses supostamente vítima de violência sexual.
Ao chegar no local, os policiais foram recebidos pela enfermeira de plantão, que comunicou o pior: Maria Eduarda já não resistiu. A criança havia sido encaminhada ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames periciais cabíveis — incluindo a coleta de vestígios biológicos e a análise das lesões compatíveis com o abuso sexual seguido de morte.
A natureza do crime foi oficialmente classificada como estupro seguido de morte (consumado), tipificado no artigo 213, § 3º, do Código Penal Brasileiro — um dos delitos mais graves previstos em lei, com pena que pode ultrapassar 30 anos de reclusão.
Imediatamente, os militares localizaram os genitores da vítima dentro da própria UPA. Ambos foram conduzidos à Central de Atendimento para a confecção do boletim de ocorrência (BO) e para prestar esclarecimentos detalhados acerca dos fatos que levaram a bebê àquela condição.
Posteriormente, os dois foram encaminhados à Delegacia de Polícia Local. Até o momento, nem a enfermagem nem a perícia informaram se há indícios de participação ou omissão dos pais no crime. A autoridade policial deve ouvir testemunhas, analisar laudos do IML e verificar se há imagens de câmeras de segurança nas proximidades da residência da família.

