ALTA NOS PREÇOS

Fávaro defende parceria entre governo e produtores para conter inflação

© Wilson Dias/Agência Brasil

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirma que o presidente Lula (PT) está atento à alta inflação dos alimentos e deve buscar soluções junto ao setor para reduzir os preços nas prateleiras. Entretanto, ele estima que uma decisão só deve ser tomada após o Carnaval.

Atualmente, o governo petista enfrenta mais de 50% de desaprovação popular, o que, para Fávaro, está relacionado à inflação, que não afeta apenas o Brasil. “É importante dizer também que a inflação de alimentos é uma inflação global. Ela está acontecendo no mundo todo e derruba a popularidade de chefes de Estado em diversos países. O Brasil se tornou o grande supermercado do mundo”, declarou Fávaro em entrevista ao programa Bom Dia Cidade.

Segundo o ministro, o Plano Safra, que chegou a ser suspenso e foi retomado, é fundamental para auxiliar os produtores a aumentarem a produção. No entanto, outros fatores, como a alta carga tributária e a elevação dos juros, também impactam a economia. O governo tem cogitado aumentar a taxa para exportação de produtos como carne bovina, ovos, açúcar e café, com o objetivo de reduzir os preços no mercado interno. Caso a medida seja adotada, Fávaro disse que colocará o cargo à disposição.

Como alternativa mais segura para a crise, o ministro defende uma relação de reciprocidade entre o governo e os produtores. “Tenho certeza que podemos reverter até a questão da popularidade do presidente. Investir na agropecuária e ter um governo ao lado desses eficientes produtores brasileiros é a grande solução.”

Fávaro destacou os investimentos do Governo Federal por meio do Plano Safra e amenizou as críticas ao Congresso Nacional, responsável por votar o orçamento. Até o momento, o governo atua com 1/12 do duodécimo de 2024, diante da demora para aprovação do Orçamento de 2025.

Sob pressão, o ministro tem sido alvo do Centrão, que almeja sua vaga no ministério, além de enfrentar resistência dentro do próprio setor por divergências ideológicas. Como solução emergencial, Lula editou uma Medida Provisória que concede R$ 4 bilhões em financiamento até que o Congresso aprove o orçamento de 2025.

“Até que o Congresso vote o novo orçamento, a medida provisória tem efeito, não extrapola o arcabouço fiscal, não ultrapassa o teto de gastos, e quando o orçamento for aprovado, uma medida anula a outra, retornando tudo à normalidade”, explicou o ministro.

 

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