POLÍTICA

Várzea Grande, fim da Old School

A política várzea-grandense, considerada por muitos uma escola, por características não encontradas facilmente, está, neste ano, guinando para a política “mimizenta”, “não-me-toque” e “eu sou mim”.

Saiu a matreirice, o ardil, a tranquilidade inventada servindo como distração, e entraram gravata, mata-leão, canelada em público e muito choramingo.

A guerra pelo poder pessoal mudou a forma de se fazer política na cidade. O fuxico virou vídeo ou áudio feito por ninguém. O “troco” virou ataque. Até o velho “pacu”, que jamais foi admitido nos acertos internos, este ano deixou um rastro de escamas nas palavras dos próprios vereadores, com cifras.

As duas únicas vereadoras da legislatura, em vez de se unirem em busca de políticas públicas para as mulheres várzea-grandenses, abandonam seu eleitorado e a cidade para se atacar mutuamente nas redes sociais e na tribuna da Câmara.

A prefeita, que demitiu todos os cargos indicados por vereadores aliados do vice-prefeito e do presidente da Câmara, reclama publicamente que o presidente reeleito demitiu vários servidores ligados aos vereadores que compõem a base do Executivo, incluindo os que compuseram a chapa 2. Na visão da prefeita, isso estaria prejudicando o povo da cidade.

Vice eleito para ser prefeito, prefeita eleita para ser vice. Renúncia, muxoxos, beicinhos, gente grande se atirando no chão feito criança manhosa, vítimas para todo lado, cada um com seus próprios problemas, e a população sozinha com os problemas da cidade.

Nhô Nhô Tamarineiro e Seu Fiote, se vivos, morreriam de rir ou de desgosto.

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