Pouco divulgada e comentada é a baixa representatividade dos vereadores eleitos de qualquer cidade brasileira.
Pegando Cuiabá como exemplo, o vereador eleito menos votado foi Jeferson Siqueira, do PSD, que obteve 2.468 votos, representando 0,77% dos votantes. Isso de votos válidos, porque, dos 445 mil eleitores aptos, menos de 343 mil compareceram às urnas. É uma representatividade baixa.
Não melhora muito se passarmos para a mais votada, que foi Samantha Iris, esposa do prefeito Abilio, com 7.460 votos, representando 2,33% dos votos válidos.
No decorrer do mandato, isso se dilui na busca pela intermediação dos vereadores em problemas corriqueiros da cidade. Mesmo que o vereador escolhido pelo cidadão não tenha se elegido, ele busca quem se elegeu na região para fazer suas reclamações para intervenções do poder público nas urgências da sua rua e do seu bairro.
Cuiabá lançou o Cuiabá Smart, um aplicativo para que o cidadão possa fotografar, filmar o problema que busca solução, como buraco, poda árvores, mato, iluminação pública etc., enviando diretamente à secretaria competente.
A inovação ainda tem que ser testada. Não a sua operação ou eficácia em torno de dar ciência a administração municipal dos problemas, mas a sua resolutividade.
Se houver resposta positiva e o aplicativo não cair no descrédito, tornando-se um boletim de ocorrência de furto de televisão, que não se faz mais porque não há solução, aí sim teremos um grande concorrente para o ofício de vereador.
Confissões em off revelaram descontentamento e reclamação vindos da Câmara, de quem percebeu que seu gabinete e seu trabalho podem se esvaziar.
Quem sabe, prevalecendo o apelido do poder legislativo municipal, a reação venha na forma de novos aplicativos.
Cargo Smart: peça a sua indicação sem sair de casa, com atalho para a Regulação do SUS.
As chances de sucesso do usuário crescem à medida do conhecimento; conhecimento de números de títulos eleitorais.

