INVASÃO ARMADA

Operação contra invasores termina com morte e apreensão de armas e droga

Um criminoso, que não teve o nome divulgado, morreu na tarde de quarta-feira (29) durante um confronto com policiais militares no interior de Mato Grosso. A operação foi desencadeada na zona rural de Bom Jesus do Araguaia para coibir um esquema de invasão de terras, tráfico de drogas e porte ilegal de armas de uso restrito.

De acordo com a corporação, equipes da Força Tática, do RAIO e da Agência Regional de Inteligência (ARI) do 13º Comando Regional foram acionadas após denúncias de esbulho possessório contra o proprietário da área, identificado como S. B. F. Os invasores, armados, estariam ameaçando o fazendeiro.

A aproximação dos agentes ocorreu pelo Rio Suiá-Miçu, por via fluvial. Com o apoio de drones para monitoramento tático, os policiais flagraram pelo menos três homens usando balaclavas e portando armas de fogo. Ao perceberem a aeronave não tripulada, os suspeitos atiraram contra o equipamento.

No momento em que a tropa iniciou a progressão por terra, em meio à vegetação densa, os criminosos abriram fogo contra os militares. A equipe revidou para neutralizar a agressão e garantir a própria segurança.

Após o cessar-fogo, os policiais localizaram um dos invasores caído ao solo, ferido pelos disparos. Com ele foi apreendida uma espingarda calibre 12, além de munições de diferentes calibres, incluindo estojos deflagrados de .357 Magnum. O homem vestia uma japona pertencente à Polícia Militar de Goiás (PMGO), mas não portava documentos de identificação.

Socorrido ainda no local, ele foi encaminhado ao Hospital Municipal de Querência, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e teve o óbito confirmado pelos médicos.

Durante as buscas no acampamento criminoso, os agentes descobriram que a área invadida vinha sendo utilizada para o cultivo ilegal de maconha, com degradação de mata ciliar. Amostras da droga, munições e as armas empregadas no crime foram apreendidas.

Os demais envolvidos conseguiram escapar pelo matagal e permanecem foragidos. Diligências seguem sendo realizadas na região para localizá-los. O material recolhido foi entregue à Polícia Judiciária Civil (PJC), e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi acionada para os exames necessários.

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