O cenário da estética corporal em 2026 foi drasticamente moldado pelo uso em larga escala das chamadas “canetas emagrecedoras” (análogos de GLP-1). Se, por um lado, conquistamos vitórias impressionantes contra a obesidade e o sobrepeso, por outro, nos deparamos com um novo e complexo desafio clínico: a perda de volume tecidual acelerada, que muitas vezes deixa a pele “sobrando”. Entre as áreas mais críticas e de difícil resolução, o interno de coxa se destaca como o ponto de maior queixa entre as pacientes que passaram por perdas ponderais rápidas.
Diferente de um emagrecimento lento, onde o corpo tem tempo para tentar uma retração dérmica mínima, o emagrecimento via fármacos metabólicos pode causar o que chamamos de “esvaziamento tecidual agudo”. A pele do interno de coxa, por ser naturalmente mais fina e possuir menos anexos cutâneos e fibras elásticas do que outras regiões, tende a ceder, criando um aspecto de “papel amassado” e uma flacidez que incomoda não apenas esteticamente, mas também funcionalmente. É aqui que o Endolaser surge como a tecnologia de vanguarda e o padrão-ouro para o tratamento não cirúrgico desta região. O Endolaser opera através de uma fibra óptica extremamente fina — da espessura de um fio de cabelo — que é inserida sob a pele, na camada hipodérmica. Ao contrário dos lasers externos, que precisam atravessar a barreira da epiderme, o Endolaser entrega a energia térmica diretamente onde a flacidez se origina. Para o interno de coxa pós-emagrecimento, ele atua em duas frentes cruciais: a lipólise seletiva de gordura residual localizada e,
principalmente, a fotobiomodulação do colágeno.
Ao percorrer o tecido subcutâneo, a energia do laser (geralmente em comprimentos de onda como 1470nm) promove uma retração imediata do septo conjuntivo. O calor controlado causa uma desnaturação das fibras de colágeno antigas, forçando o corpo a iniciar um processo de cicatrização interna que resulta na produção massiva de um novo
colágeno, muito mais rígido e organizado. No contexto das pacientes que usaram canetas emagrecedoras, esse “colamento” da pele ao músculo é vital para devolver o contorno e a firmeza perdidos.
Uma das maiores vantagens desta técnica no consultório moderno é o conceito de Zero Downtime. Como é um procedimento minimamente invasivo, realizado sob anestesia local, a paciente evita as grandes cicatrizes de uma dermolipectomia (coxoplastia) tradicional. Além disso, os resultados do Endolaser são progressivos: embora uma retração imediata seja visível, o ápice da firmeza ocorre entre 3 a 6 meses após a sessão, à medida que a Bio-Inteligência do corpo responde ao estímulo térmico. Reforço que o sucesso do Endolaser no interno de coxa depende de uma abordagem
integrativa. Em 2026, associamos o laser aos bioestimuladores de colágeno injetáveis e a uma dieta rica em aminoácidos, garantindo que o metabolismo — muitas vezes afetado pelo uso crônico de emagrecedores — tenha os “tijolos” necessários para reconstruir essa nova estrutura dérmica. O Endolaser não é apenas uma ferramenta de queima de gordura; é o bisturi invisível que permite devolver a dignidade e a silhueta a quem venceu a balança, mas ainda luta contra o espelho.
Diogo Tadeu Alves Corrêa é médico, atua na clínica Tez na área de estética há 18 anos.

