A criança que foi estuprada pelo padrasto que tentou contra a própria vida na noite da última terça-feira (18.08), cravando uma faca de serra no próprio peito, escreveu diversas cartas relatando em detalhes os abusos que sofre há mais de dois anos. A família mora no bairro Capão Grande, em Várzea Grande.
As cartinhas que o #phd teve acesso de maneira exclusiva, evidenciam o grande impacto que a criança teve ao ser abusada sexualmente pelo homem.
Em uma mescla de desenhos inocentes e letras ainda de uma pessoa em formação ortográfica, palavras e dizeres que destoam com a idade da vítima, inclusive, ameaças de morta a própria mãe.
“Valdeci eu te amo, só que a mãe também. Por isso eu te traí, mas eu nunca vou deixar de ‘tranzar’ com você porque você é (…) e no dia que você se negar de novo para mim eu mato você e a mãe.”
Em outra carta a menina relata um dia que ela, o padastro descobriu que ela foi com outro homem a um motel.
“Eu gosto muito do Valdeci só que ele não me quer mais depois que descobriu que eu fui no motel com o Carlos ‘P****’ no motel. Eu tenho ‘serteza’ que foi aquela velha chata que falou pra ele que eu estava saindo de casa, mais já aproveitei muito aquele gostoso.”
Leia mais: Estuprador crava faca no próprio peito após ser ameaçado de morte por facção em VG
Na última terça após moradores da comunidade do Capão Redondo descobrirem que ele abusava sexualmente da irmão da vítima, citada na matéria, que sofre de transtornos mentais, o suspeito passou a ser ameaçado de morte por criminosos que se declaravam integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Nas primeiras horas da noite de ontem, desesperado com as ameaças, o homem teria se trancado no banheiro da casa e cravado uma faca em seu peito na intenção de tirar a vida.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e o homem encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande (PSVG). Seu atual estado de saúde não foi revelado.
Durante checagem foi constatado que o suspeito tem um mandado de prisão em aberto por estupro em Mato Grosso. A cidade onde o crime ocorreu não foi divulgada.
Segundo fontes extraoficiais, a mãe da criança supostamente abusada, seria conivente com os estupros e até mesmo participava dos abusos.
O caso é investigado pela Polícia Judiciária Civil (PJC).


