O prefeito Abilio Brunini tem feito, perfeitamente, em seu trato com a Câmara de Vereadores, o papel do pato, que, como diz o ditado popular, voa mal, nada mal e anda mal.
A tentativa de “pular um acordo” não foi aceita.
Quando Abilio passava metade do tempo esparramado no sofá da sala da presidência do Legislativo, outra metade, parte em sua cadeira e parte pondo defeito na sua administração e colocando a culpa no Nenéu, sem computar o tempo no TikTok, a Câmara sorria para Abilio.
Nesse período, dois acordos foram fechados: um para a maioria dos vereadores em sua base e o segundo para que Paula Calil assumisse a presidência.
Entrar na Justiça fazendo pedido liminar para mudar uma regra do Regimento Interno do Poder Legislativo, que deveria ser independente, e outros indícios mostram que colocar Paula novamente na presidência não é só uma vontade, e sim um compromisso com consequências mais graves, para ele, que todo o desgaste político que vem sofrendo entre seus aliados e a população.
Abilio esparramou a base, bloqueou vereadores e os retirou do grupo que falava diretamente com ele pelo WhatsApp, perdeu secretário que se demitiu por não aceitar “chantagem”, segundo sua esposa, a vereadora Michelly Alencar, e encontra dificuldade em explicar tamanho interesse em continuar com a mesma presidente, tendo em sua base dois ou três vereadores em condições de assumir o cargo, sem qualquer prejuízo para sua administração.
A não ser que resolva comer do mesmo pão que está engolindo sua correligionária Flavia Moretti, de Várzea Grande, com sua base movediça e uma maioria que rema o barco ao toque do tambor do presidente da Câmara de lá, um grande cachimbo da paz deve ser aceso logo após a eleição da Mesa Diretora, que deve acontecer em breve.
Fica o aviso: o fumo de agora será pouco para selar a paz.

