A indústria mato-grossense praticamente dobrou sua participação no Produto Interno Bruto (PIB) da indústria brasileira. Mato Grosso é o sétimo estado que mais cresceu no Brasil entre os anos de 2008 e 2018. O setor registrou avanço em todos os segmentos industriais – extrativa, transformação, construção e serviços industriais de utilidade pública (SIUP) -, conforme consta na última pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizada em abril deste ano.
Apesar do rápido crescimento, Mato Grosso continua na 15ª colocação no ranking geral, após ter sido superado por Mato Grosso do Sul.
“É natural que um estado que tem tantas matérias-primas disponíveis, não só as do agronegócio, que é o seu carro-chefe, cresça acima da média nacional”, ressalta Gustavo de Oliveira, presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).
A evolução observada nos dez anos avaliados não só fez com que a indústria mato-grossense ocupasse o sétimo lugar no crescimento nacional, como também ressaltou o potencial de dois segmentos que mais contribuíram para este resultado: as indústrias extrativista e de transformação, que se destacaram nas 4ª e 5ª colocações, respectivamente.
Na indústria extrativista, a pecuária, a produção de alimentos como soja e milho, são algumas das atividades consolidadas no estado. Entretanto, outros tipos de extrativismos têm ganhado relevância nos últimos anos. “Mato Grosso é campeão nacional de calcário, já temos duas unidades de cimento, uma de produção de zinco e a potência mineral do estado também vem ganhando destaque”, cita Gustavo.
Boa parte desse movimento é incentivado pelo fortalecimento da produção agropecuária. “O agro produz insumos importantes com demanda mundial, a de alimentos carnes (bovinas, suína, piscicultura), todas as cadeias de proteína vegetal estão bem instaladas”, observa.
O setor de biocombustíveis é outro que tem apresentado crescimento acelerado. Com a disponibilidade de recursos ao lado, indústrias de etanol de milho têm triplicado investimentos no setor em Mato Grosso.
“Com o etanol de milho, o estado caminha a passos largos. Somente a produção de combustível gerou investimento de R$ 20 bilhões em três anos. O biodiesel e o etanol são os produtos com mais destaque. Em 2021 devemos alcançar a marca de 4 bilhões de litros de biocombustíveis produzidos. E, no ano que vem, devemos ultrapassar 5 bilhões de litros”, indica o presidente da Fiemt.

