O senador Jayme Campos, em entrevista à Rádio Jovem Pan Cuiabá, sinalizou de como a sua campanha eleitoral se desenvolverá, caso consiga maioria dos votos de convencionas na convenção de seu partido União Brasil, programada para o dia 30 de julho.
Jayme falou pouco dos problemas do estado e de soluções que apresentará, não citando uma prioridade que seja destaque entre as urgências estaduais, segundo a sua visão.
Mas não faltaram críticas ao governo que ele ajudou a eleger, governar sem observações durante todos esses anos e muitos, muitos recados, a maioria com cifras.
Com metáfora, bem ao seu estilo, entre outras denúncias de enriquecimento ilícito, disse que um grande escândalo ou grandes escândalos de corrupção, envolvendo adversários e aliados de adversários estariam prestes a vir à tona.
“O furúnculo vai estourar já, já e o carnegão é grande amigo, não vai sobrar pedra sobre pedra”.
“Você vai ver gente que estava quebrada. Onde que você achou R$ 3,6 bilhões? Não sou eu que estou falando. Está na Junta Comercial e na Receita Federal. Isso tem que vir à tona”, disse.
Questionado sobre quem ele falava, não revelou nome, ou nomes, se limitando a dizer “. “Depois você vai saber. Eu vou parar por aqui”.
Perguntado se acaso seu partido não aprove seu nome para concorrer ao cargo de governador, revelou não ter em mente permanência no campo político.
“Vou para casa, não devo nada a ninguém”
Longevo na política mato-grossense, demonstra desconforto e até certa mágoa, por seu partido, o mesmo que ajudou a fundar e trouxe até poucos anos atrás, lhe obrigar a disputar uma convecção para ser candidato, muito diferente de todas as outras ocasiões, quando era aclamado.
O respeito que diz não lhe dispensarem é mais uma oportunidade de recontar seus feitos que um pedido de reverencias ou preferência.
Jayme sabe que enquanto estiver competindo será tratado como candidato e terão o mesmo cuidado com seu furúnculo como ele tem com o dos outros, ainda mais se estiver em local fácil de se dar um pisão.

