BANDIDAGEM

Mais um ano de caras, bocas e discursos?

Os maiores cabos eleitorais dos últimos tempos tem sido a fome, desigualdades sociais e a bandidagem.

Claro que não são os únicos, tem vários “velhos do saco” que continuam assombrando eleitores infantilizados em seus medos, criados para elegerem os heróis que lutarão para livra-los dos males criados por eles mesmos.

Mas vamos falar da bandidagem.

Na Grécia tem uma frase que muito bem define o território atual com maior fertilidade para nascimento de “especialistas em segurança” que povoam os legislativos municipais, estaduais e no Congresso Nacional (Câmara dos deputados e senado)

“Não vá o sapateiro, além da sandália”.

Um pintor chamado Apeles, aceitou a crítica vinda de um sapateiro, sobre uma sandália que compunha uma imagem pintada por ele em um quadro. Animado com o resultado da sua justa crítica, o sapateiro começou a opinar sobre o restante da obra, originando o ditado acerca de falar somente sobre o que se domina.

Talvez, um dos grandes problemas no combate a bandidagem feito através de políticas públicas, seja o excesso de sapateiros de farda.

Já percebeu o tanto de soldados, delegados e coronéis no legislativo?

Você já se perguntou onde exatamente os bandidos atuam?

Nos municípios e nos estados brasileiros. Que justamente, são os responsáveis pelo combate ao crime, através das policias militares, polícia civil e guardas municipais, onde houver.

Tem muito ex-secretário de segurança estadual que fala no avanço desenfreado da violência, mas curiosamente quando presta contas de sua atuação no comando do aparato de segurança de seu estado, cita um rosário de números que comprovam a eficiência do combate a bandidagem naquele período. É simples: se isso fosse assim, o problema não estaria onde está.

O nó está na lei, dirão.

Vejamos um dos vilões, maioridade penal, um pouco mais de perto.

Gente de farda que assumiu como deputado federal em 2023, atualmente em busca de reeleição, se destaca com avanço na Comissão de Segurança, da PEC de diminuição da maioridade penal nesse último ano de seu mandato, com um detalhe maior que um presídio; o projeto, além de não ser seu, é de 2015.

Há 11 anos essa medida, tão urgente e necessária para quem a defende, repousou em sono profundo, para ser acordada aos cutucões em ano de eleição.

Lembrando que isso ainda não foi votado e são necessárias duas votações no câmara e duas no senado.

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