“FAMÍLIA FEGURI”: Dono acaba de ser preso e confessa assassinato de andarilho idoso em Cuiabá

O empresário Rafik Samir Feguri, de 42 anos, dono de uma cervejaria em Cuiabá, foi preso na tarde desta segunda-feira (18). Ele é o principal suspeito de ter assassinado na noite da última sexta-feira (15) com um tiro na cabeça na o morador de rua Cilce Pereira da Silva, de 63 anos.

Segundo as informações, Rafik foi preso numa das salas comerciais do posto de combustível localizado em frente a rodoviária de Cuiabá. O imóvel seria de propriedade de sua família.

Após a prisão, o empresário foi encaminhado para a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa), onde deve prestar depoimento. Em seguida, deve passar por audiência de custódia, que decidirá se ele continuará preso ou responderá ao caso em liberdade.

A arma que teria sido usada no crime foi apreendida. Ela foi recolhida e encaminhada à DHPP.

Em conversa preliminar com policiais militares, o empresário, que não resistiu a prisão, confessou o assassinato do andarilho. Ele disse que foi ameaçado pela vítima.

O CASO

Cilce Pereira da Silva vivia em situação de rua e foi morto com um tiro na cabeça, na noite de sexta-feira (15), no bairro Consil, em Cuiabá. Desde o crime, o dono da cervejaria era apontado como autor do crime.

Horas antes da execução houve uma discussão entre o empresário e a vítima. Pouco tempo após o bate-boca, o suspeito teria sacado uma arma e atirado.

Em seguida, o empresário teria fugido do local e não foi mais localizado.

O crime foi praticado nos fundos de um posto de gasolina que fica em frente à Rodoviária Cássio Veiga de Sá. Conforme a descrição do boletim de ocorrência, o corpo estava em um terreno baldio, próximo ao Hotel Skala.

Ao ouvirem os barulhos dos disparos, populares acionaram a Polícia Militar e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os socorristas encaminharam a vítima ainda com vida para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), mas Cilce não resistiu e morreu logo ao dar entrada na unidade de saúde.

A Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso.