MAS, MAIS E DAÍ?

Erros de concordância não vistos

 

A denúncia de superfaturamento, desnecessidade e livros que jamais foram usados, onde os erros de concordância da língua portuguesa, foram sublinhados e ridicularizados pelo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso, não passou das páginas iniciais.

É cedo para apostar em heróis, inocentes e culpados. Desta vez, além do mordomo, ao que parece, tinha mais gente na sala.

O “delegado” parece mais inclinado a procurar um enorme crime de dimensões jamais vistas na educação estadual. Ao inocentar, imediatamente, o denunciante e mirar o andar de cima (Estado), em ano eleitoral, “arrumou o penteado” para pousar na foto de quem pode ser agraciado com aumentos de repasses institucionais.

Páginas que foram “puladas” podem revelar bem mais sobre a participação dos atores envolvidos.

Não apareceram até agora as páginas que contenham explicação sobre a adesão de ata da empresa CB News de São Paulo, contratada para fornecer os uniformes escolares para os alunos da rede municipal de ensino cuiabana.

O TEC de lá viu irregularidade, suspendeu e cancelou a compra por superfaturamento, multou secretário de educação e prefeito de Votorantim.

Por aqui tudo certo, mesmo havendo muitos, muitos erros de “concordância” entre o tamanho anunciado na etiqueta e o do uniforme oferecidos aos alunos, além de dúvidas sobre se a dita empresa é desse mundo ou não.

Também estão faltando as páginas que esclarecem porque um kit higiene, contendo escova de dentes, creme dental, fio dental etc. custou próximo de R$ 200,00 reais. O “paletó”, distribuiu por R$ 12,00.

Neste caso também tem muitos “erros de concordância” entre o material fornecido, (para adultos), sem falar no custo por unidade.

Também tem erros de “concordância” nas falas do prefeito, que disse desconhecer as tais aulas de computação e ao mesmo tempo que  o site da prefeitura divulgou reunião, com foto, onde prefeito e professores de artes, discutiram o final dessa matéria nas escolas municipais, porque seriam substituídas por aulas de computação. Faltou “concordância” com a compra de computadores e com as notas creditadas para alunos que não receberam a matéria.

Outras “dissonâncias” foram concordadas pelo TCE, como o preço de parquinhos infantis nas escolas, que foram considerados acima do preço de mercado em comparativos de pesquisa de preços e de câmeras digitais com reconhecimento facial, em escolas que chove nas cabeças dos alunos por falta de reformas.

Isso é nada perto da falta de “concordância” com a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal para investigar isso tudo. A oposição e a base do prefeito, querem cada qual a sua CPI, coisa que o prefeito não concordou em dizer que ele quer a dele, controlada por sua base, que não faça perguntas difíceis e, quem sabe, queira saber mais sobre o contrato com a CS Mobi.

O “babado” é forte, a Giselly também, e no plural.

Compartilhe:

Destaques