O salário mediano dos trabalhadores admitidos no mercado formal brasileiro foi de R$ 1.662 em maio de 2026, valor 25% inferior à média salarial de contratação registrada no mesmo período, de R$ 2.202, segundo dados do Novo CAGED, Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. O valor ficou apenas R$ 41,00 acima do salário mínimo nacional, fixado em R$ 1.621,00 por mês desde 1º de janeiro de 2026 pelo Decreto nº 12.797/2025.
A diferença entre os dois indicadores revela uma concentração de renda nas novas contratações do país. Enquanto a média salarial é influenciada por um grupo menor de cargos com remuneração mais alta, a mediana mostra o ponto central da distribuição salarial. Na prática, isso significa que metade dos trabalhadores contratados em maio recebeu menos de R$ 1.662.
O levantamento, analisado pela Sim Carreira, consultoria especializada em recrutamento, executive search e inteligência de talentos, também identificou que o percentil 75 ficou em R$ 2.305. Ou seja, três em cada quatro trabalhadores admitidos no mês receberam até esse valor.
“Quando existe uma diferença relevante entre média e mediana, a média deixa de representar a realidade da maior parte dos trabalhadores. Empresas que baseiam suas políticas salariais apenas nesse indicador podem ter uma leitura distorcida do mercado e correr o risco de definir faixas pouco competitivas”, afirma Thiago Melo, CEO da Sim Carreira.
Os dados fazem parte do Employment Pulse de maio de 2026, relatório que acompanha os principais movimentos do mercado de trabalho formal brasileiro. No período, o país registrou saldo positivo de 72.192 postos de trabalho, resultado de 2.206.175 admissões e 2.133.983 desligamentos.

