O empresário Rogério da Silva Amorim foi preso na manhã desta terça-feira (26) por policiais da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá. Condenado a mais de 20 anos de prisão pelo assassinato da adolescente Maiana Vilela Mariano, de 16 anos, ele foi interceptado pelos agentes dentro de um veículo Land Rover, em um condomínio de alto padrão no bairro Ribeirão do Lipa.
Rogério estava foragido do sistema prisional. Ele havia sido sentenciado pelo Tribunal do Júri em 2016 a uma pena de 20 anos e 3 meses em regime fechado, apontado como o mandante de um homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, mediante recompensa e recurso que dificultou a defesa da vítima).
O caso que chocou Mato Grosso teve início em 20 de dezembro de 2011, data do desaparecimento da menor. Maiana mantinha um relacionamento extraconjugal com o empresário há cerca de um ano e, nos últimos cinco meses antes do crime, os dois viviam em regime de união estável.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Rogério planejou a morte da jovem com a conivência de sua esposa à época. Para convencer os executores, o empresário alegou falsamente que a adolescente e a família dela o estavam extorquindo.
Rogério atraiu Maiana até uma chácara no bairro Altos da Glória sob o pretexto de entregar um dinheiro ao chacareiro. Ao chegar ao endereço, a menor foi rendida por dois homens contratados por R$ 5 mil. Eles simularam um assalto e a mataram por asfixia, utilizando um pedaço de pano.
O corpo da estudante foi enterrado em uma região de matagal, e os restos mortais só foram localizados pela polícia cinco meses depois, no dia 25 de maio de 2012.
No julgamento realizado em 2016, que se estendeu por dois dias, outros dois envolvidos também foram condenados. Paulo Ferreira Martins, que confessou ter asfixiado a vítima, recebeu a pena de 18 anos e 9 meses de reclusão em regime fechado por homicídio e ocultação de cadáver. Já Carlos Alexandre da Silva, que admitiu ter ajudado a ocultar a ossada, foi sentenciado a um ano e seis meses em regime aberto.
Com o cumprimento do mandado de prisão efetuado pela DHPP nesta manhã, o empresário foi conduzido para os procedimentos cabíveis e será recambiado a uma unidade prisional do estado para o início do cumprimento definitivo de sua pena.

