CADEIA NELE

Dezenas de novos fiéis procuram a Polícia para denunciar “pastor do óleo ungido”

Subiu para 13 o número de pessoas que denunciaram ser vítimas do pastor Lourival Santos Andrade, 42 anos, conhecido por praticar abusos sexuais de fiés e passar “óleo ungido” nas partes íntimas delas.

O suspeito foi preso na última quarta-feira (18). Na quinta-feira (19), Lourival passou por audiência de custódia e teve a prisão mantida pelo Poder Judiciário. Durante seu depoimento, o religioso ficou calado. Após ter prisão sua prisão mantida, Lourival foi encaminhado ao Centro de Ressocialização de Cuiabá (Carumbé).  A maioria dos crimes foram praticados no município de Confresa (1.160 km de Cuiabá), mas também há registros em Cuiabá e Colniza e Cuiabá.

De acordo com a delegada Jannira Laranjeira, o pastor disse ter três igrejas em municípios do estado, mas não comentou sobre os abusos. Na casa do pastor a polícia encontrou papeis com os rascunhos da defesa para cada caso. “O que estava escrito é que ele nunca esteve com a vítima, e que não conhece a vítima. Para cada caso ele tinha uma defesa”, afirma a delegada. As diligências foram iniciadas após o registro do primeiro boletim de ocorrência, em agosto de 2021. A denúncia apontava que o religioso se aproveitava da função para praticar os abusos sexuais. A primeira versão, seria de que o suspeito morava em Cuiabá e cometia os crimes quando ia à cidade de Confresa realizar cultos e encontros pastorais. Até então não havia registros de crimes cometidos na Capital.

Os crimes eram cometidos sempre com os mesmos modus operandi, ou seja, durante a oração, o pastor falava que tinha que passar óleo ungido nas partes íntimas das vítimas, pois alguém havia feito “magia negra”. O investigado levava as vítimas, maiores e menores de idade, para um quarto ou outro cômodo da igreja, passava o produto no corpo e nas partes íntimas delas e praticava os abusos.

Novos casos estão sendo registrados. Até o momento já são 13 vítimas feitas pelo pastor. A investigações acreditam que esse número deve ser bem maior. Outras possíveis vítimas estão sendo buscadas pelas cidades onde o religioso esteve. O inquérito que investiga o caso está em andamento.

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