APOSTAS

Pivetta chama o SAMU?

O governo de Mato Grosso decidiu reestruturar o serviço prestado pelo SAMU.

Para isso, passa para o Corpo de Bombeiros Militar a atribuição e, dos 56 profissionais contratados, dispensou 38.

Pegou mal, e a classe política pressiona pela reversão da decisão.

Em ano eleitoral, um erro fica maior que cem acertos.

Essa decisão, que não foi tomada pelo Otaviano, foi a bola nas costas que Mauro Mendes mandou poucos dias antes de se desincompatibilizar para disputar o senado.

Pivetta matou no peito, mas avalia botar para lateral; afinal, o seu contrato de trabalho como governador está perto do fim, e ele quer renovação.

Quantos serviços públicos o cidadão tem certeza de ser atendido dentro um prazo razoável, sempre que solicitado,  contam com a confiança da população e são raros os escândalos pelo país?

A tal economia buscada com a substituição não mencionou valores e, mesmo que fossem substanciais, sempre tem outros lugares para cortar.

A sugestão de que o contingente estava ocioso faz nascer a ideia de que o Corpo de Bombeiros também está, já que assume tarefa extra com o mesmo número de militares, e faz o cidadão perguntar como fica o atendimento em época de queimadas.

Fora isso, está virando munição da guerra ideológica, com repercussão nacional de que “um governador bolsonarista fechou o SAMU em Mato Grosso”.

Otaviano marcou reunião para quinta-feira e admitiu a possibilidade de rever o ato.

A possiblidade de ligar 192 é alta.

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