A defesa da menor que atirou e matou a amiga Isabele Guimarães Ramos, em Cuiabá, entrou com novo recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), para tentar reverter a internação da adolescente. Ela está internada na ala feminina do Complexo Pomeri desde janeiro deste ano.
No dia 4 de janeiro, a adolescente de 15 anos foi condenada a três anos de internação por ato infracional análogo ao crime de homicídio doloso. Atualmente, a ala feminina abriga seis adolescentes, contando com a menor.
Desde então, a defesa continua buscando pela liberdade da adolescente. O julgamento do habeas corpus começou em março deste ano e terminou no dia 28 de abril.
Com o último voto, o desembargador Gilberto Giraldeli seguiu o voto do relator, Juvenal Pereira da Silva, que votou pela negação do habeas corpus apresentado pela defesa da família Cestari.
Fora as negativas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, a defesa tentou recurso também no Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, no dia 19 de maio, o ministro Antônio Saldanha Palheiro também negou pedido de liberdade da adolescente.
A menor permanece na ala feminina do Complexo Pomeri. Ainda de acordo com sentença assinada pela juíza Cristiane Padim da Silva, da 2ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, a medida socioeducativa será avaliada semestralmente.
O caso
Isabele Guimarães Ramos, 14, foi morta com um tiro no rosto, em 12 de julho, quando estava na casa da melhor amiga, uma adolescente de também 14 anos na época do crime.
A amiga alegou que o disparo que matou Isabele foi acidental, no entanto, o inquérito da Polícia Civil concluiu que o homicídio foi doloso, ou seja, com intenção de matar.
A investigação durou 50 dias e autuou 4 pessoas, além da adolescente, que chegou a ser denunciada pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi internada e passou menos de 16 horas no Pomeri, mas conseguiu liberdade.
O processo está em andamento na Justiça e corre em sigilo. Na última semana, o Ministério Público do Estado (MPE) denunciou o empresário Marcelo Martins Cestari e a esposa Gaby Martins Cestari, pais da adolescente acusada de matar Isabele, pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entregar arma para menor de idade. Caso condenados, eles podem pegar mais de 15 anos de prisão.

