O produtor rural Rafael Galvan foi preso na tarde de domingo (18) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) durante uma fiscalização de combate ao crime no km 817 da BR-163, em Sinop (a 478 km de Cuiabá). Ele é filho do ex-presidente da Aprosoja e pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan (Avante).
Segundo a Polícia Civil, os agentes federais deram ordem de parada a uma caminhonete Ford Ranger branca conduzida por Rafael. Durante a consulta aos sistemas de segurança, foi constatado um mandado de prisão em aberto contra ele, expedido pela Primeira Vara Especializada de Família e Sucessões da Comarca de Rondonópolis, referente a uma dívida de pensão alimentícia no valor aproximado de R$ 94 mil.
Ainda na abordagem, os policiais perguntaram ao motorista se havia arma de fogo no veículo. Conforme o registro da ocorrência, o próprio Rafael informou que um revólver estava na parte traseira do banco do passageiro. Os agentes então localizaram um revólver calibre .38, da marca Rossi, municiado com cinco cartuchos intactos. O suspeito não apresentou documentação legal para o porte da arma.
Diante da situação, Rafael Galvan recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Sinop, junto com a arma e as munições apreendidas. Ele deverá responder, em tese, por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, crime previsto no Estatuto do Desarmamento, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. Além do flagrante pela arma, Rafael permaneceu detido em razão do mandado judicial por pensão alimentícia.
Nota à imprensa
Em nota divulgada à imprensa, o produtor rural e pré-candidato ao Senado Antônio Galvan (Avante) informou que recebeu com tristeza a notícia sobre a prisão do filho. Ele esclareceu que não tinha conhecimento da existência do mandado judicial cumprido pelas autoridades.
Galvan também destacou que a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Civil cumpriram seu papel dentro da legalidade, exercendo corretamente suas funções na condução da ocorrência e no cumprimento da decisão judicial.
O pré-candidato reforçou ainda que Rafael Galvan é maior de idade, responde pelos próprios atos e deverá arcar com todas as consequências de suas decisões perante a Justiça, como qualquer cidadão brasileiro. Segundo a nota, esse posicionamento não é novo: em outras ocasiões, Antônio Galvan já manifestou publicamente que erros individuais devem ser assumidos com responsabilidade, independentemente de vínculos familiares.
Por fim, Galvan reafirmou seu respeito às instituições, ao devido processo legal e ao trabalho das autoridades competentes na apuração dos fatos.
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para investigar o caso. O suspeito permanece à disposição da Justiça.

