DIZ AÍ

Perguntas não ofensivas, sem respostas imediatas

Gastança na Secretaria de Educação de Cuiabá com livros substituindo os disponibilizados pelo MEC, e em número superior ao necessário pelas escolas, foi denunciada pelo próprio prefeito hoje.

Desde fevereiro, essa denúncia já existe nas redes sociais, tão frequentadas pelo prefeito.

A autodenúncia se deu porque o prefeito é um exemplo de honestidade? Isso viria à tona de qualquer forma, por outras denúncias ou pelo crivo do TCE ao julgar as contas? Foi mágoa gerada pelo rompimento unilateral do relacionamento com um monge?

Outro ato da própria administração foi repreendido pelo prefeito e considerado inadmissível:

A retirada de árvores da Rua Baltazar Navarros, no Bairro Bandeirantes, para atender a um pedido da Secretaria de Ciência e Tecnologia (SECITECI-MT) visando à reforma do local.

Um decreto de 2012, em Cuiabá, proíbe, em áreas públicas, o plantio da espécie fícus. Segundo a Limpurb, a autorização foi concedida com base em laudo técnico que indicava a retirada das árvores.

Teria Abilio autodenunciado sua própria administração diante da repercussão negativa nas redes sociais e por ter prometido, durante a campanha, devolver a Cuiabá o título de Cidade Verde?

Até agora, porém, a população só o vê com uma roçadeira em punho — até mesmo em dias de enchente.

A exoneração do superintendente de Controle Interno de Fiscalização Financeira e Contábil da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o ex-deputado estadual Ulisses Moraes, se deu porque, após três anos, alguém percebeu que ele não batia ponto, recebia diárias em viagens e, Brasil afora, era visto caminhando centenas de quilômetros a pé com Nikolas Ferreira?

Ou por, em horário de expediente, estar pelo país fazendo pegadinhas com cidadãos simples contra a “esquerdalha” para postar em suas redes sociais?

Teria pesado a inveja da vakinha que ele abriu para colaborar com sua nova campanha a deputado, e que já arrecadou mais de R$ 11 mil? Ou ainda a denúncia do deputado Júlio Campos, que expôs a suposta farra na flexibilização do horário do ilustre servidor?

Exoneração feita a pedido por vergonha?

As empreiteiras responsáveis pelo “asfalto de farinha” na MT-174 — obra que motivou bate-boca entre Mauro Mendes e Wellington Fagundes nas redes sociais — tiveram procedimentos abertos para formalizar suas expulsões do contrato.

A medida ocorreu pela má execução da obra ou pelo avanço da fiscalização do TCE e pelo desgaste político causado pelo serviço malfeito?

Tem pergunta mais fácil: se tudo é possível, então é possível que algo seja impossível?

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