Elias Fernandes Guimarães, de 41 anos, foi executado a tiros na manhã desta quinta-feira (3), em uma propriedade rural próxima à fazenda escola Flor de Lótus (Eduvale), na zona rural de Juscimeira (MT). O corpo da vítima foi encontrado caído ao solo, nos fundos da residência, atrás de um pequeno muro, por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que havia sido acionada para prestar socorro.
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, os militares da 28ª Companhia Independente (CIPM) – Força Tática foram acionados para dar apoio à equipe do Samu. Ao chegarem ao local, por volta das 7h30, os policiais foram informados pelos socorristas de que a vítima já se encontrava em óbito, vítima de disparos de arma de fogo.
Diante da constatação, a guarnição acionou via rádio o 28º Batalhão da Polícia Militar (BPM) para informar a situação e solicitar a presença da Polícia Judiciária Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Os militares permaneceram no local realizando o isolamento e a preservação da cena do crime até a chegada das equipes especializadas.
Elias Fernandes Guimarães possuía extensa ficha criminal, com registros que remontam a 2020. Conforme levantamentos policiais, o histórico do suspeito inclui ocorrências por furto (abigeato) em 2020, estelionato (compra de gado) em 2021, além de uma natureza diversa no mesmo ano por negociar troca de gado e não entregar a parte dele, ficando apenas com o gado da vítima. Em 2022, respondeu por ameaça e estelionato novamente relacionado à compra de gado. Já em 2024, foi alvo de outra ocorrência por natureza diversa, após comprar R$ 300 mil em gado em leilão e não efetuar o pagamento.
Mais recentemente, em 2026, o nome de Elias apareceu em dois registros: um por receptação de gado furtado e outro por cumprimento de mandado de busca e apreensão e prisão. As circunstâncias do homicídio, bem como a autoria e a motivação do crime, serão investigadas pela Polícia Civil, que já deu início aos procedimentos legais. O corpo foi removido ao Instituto Médico Legal (IML) para exames complementares.

