Uma mulher de 21 anos foi presa na manhã de segunda-feira (13), suspeita de tentar esganar a própria filha, uma bebê de aproximadamente três meses de idade, no distrito de Santo Antônio do Fontoura, em São José do Xingu. A prisão foi realizada por uma equipe policial acionada pela Conselheira Tutelar, que solicitou apoio no Pronto Atendimento da localidade.
No local, a conselheira já se encontrava com a recém-nascida, que teria sido conduzida às pressas pela avó materna e pelo tio materno. Segundo o tio da criança, ele interviu para socorrer a bebê de um ato de esganamento praticado pela própria genitora. Conforme seu relato, não fosse sua intervenção imediata, a mãe teria ceifado a vida da própria filha.
Em contato com a suspeita, ela relatou que havia saído para consumir bebida alcoólica na residência de uma amiga, onde permaneceu durante toda a tarde. O marido teria solicitado seu retorno ao lar, mas ela recusou. Diante da negativa, o marido teria proferido ameaças de agressão física contra a suspeita e contra a amiga caso ela não retornasse.
Ao chegar à residência, o casal iniciou uma discussão, durante a qual o marido teria proferido ofensas verbais contra a suspeita, que se encontrava com a recém-nascida no colo. No decorrer da confusão, no momento em que o tio interveio na discussão, a suspeita teria segurado a criança com força excessiva, afirmando que poderia até matá-la, uma vez que foi quem lhe deu a vida. Ela passou então a apertar a bebê em forma de abraço compressivo.
A suspeita relatou ainda que a criança se encontrava chorosa e agitada desde o dia anterior, circunstância que já havia lhe causado irritação, assim como ao pai da criança.
A guarnição policial se deslocou até a residência da suspeita, acompanhada da avó materna, onde efetuou a prisão da mulher. Durante o cumprimento do procedimento, o pai da criança passou a proferir diversas ameaças e xingamentos contra os membros da equipe policial, configurando conduta desrespeitosa e intimidatória contra agentes públicos no exercício da função — fato que foi devidamente registrado.
Diante de todos os fatos narrados, a guarnição deu voz de prisão à suspeita, conduzindo-a à unidade militar para as providências cabíveis. Os demais fatos foram registrados para as medidas legais pertinentes.
A bebê foi atendida e permanece sob cuidados médicos e proteção das autoridades competentes. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

