Depois de um longo período afastado dos veículos de imprensa, priorizando suas redes sociais e o encontro pontual com jornalistas, o prefeito Abilio Brunini, compareceu em entrevistas ao vivo na semana passada, começando pelo Jornal da Manhã da Rádio Jovem Pan Cuiabá e em outros veículos no mesmo dia.
Dois pontos foram escolhidos estrategicamente.
O prefeito “Tik Tok” e o Hospital Júlio Muller.
No primeiro caso o prefeito afirmou categoricamente que nem tem visto sua “time line”, usando como argumento que tem postado “quase nada”, e seria uma canalhice lhe chamar de prefeito Tik Tok.
No Instagram do prefeito, os “Stories”” repletos de “quase nada”, diários.
Mas tem um tipo de post que realmente sumiu. Os do “mordomo nenéu”, levando a culpa até por enchente.
Entre poucas publicações de realizações, segue reclamando de problemas que cabem ao poder público a solução, que em resumo é o autor da reclamação, ele.
No caso do Hospital Júlio Muller, seguiu a receita “Abiliana” do sucesso. Não se importar com as canelas que estão entre ele e seu objetivo.
“Cuiabá está sob ataque da Assembleia Legislativa”, disparou. Citou a alteração no repasse do ICMS e a mudança de área do Hospital Júlio Muller, que numa reconfiguração de divisa entre municípios, ficou para Santo Antônio do Leverger, coisa já anunciada que deverá ser revista.
Soou estranho para quem necessita muito de emendas parlamentares dos deputados estaduais.
A repactuação do ICMS se deu em 2022 e foi reclamação constante de seu antecessor, Emanuel Pinheiro, que dizia, sozinho, aos brados, que a capital perderia entre 100 e 110 milhões por ano.
O presidente da AL/MT rebateu o prefeito, dizendo que o Hospital continua no mesmo lugar.
“Talvez ele não esteja passando por lá em virtude de uma série de buracos que tem na via, mas o hospital não mudou, só mudou o CEP”, disse Max Russi.
Um encontro ente os dois, Max e Abilio, hoje, revelou as reais intenções do prefeito.
Descontraidamente, entre risos, Abilio disse ao presidente da AL: “Eu tapo os buracos e você devolve o Hospital, kk”.
Ao fim era só estratégia pra “vender” a necessidade urgente sua esposa se eleger deputada estadual, para “defender Cuiabá”.
Seria mais fácil dizer que a única deputada estadual não vai a reeleição e que sua esposa tem todas as qualidades necessárias para melhor representar, não só as mulheres do estado como os interesses cuiabanos.
Mas aí, não seria o Abilio.
*Imagem de capa, internet.

