Julio Cesar Venâncio Lira, de 51 anos, morreu após ser baleado por policiais militares em Arenápolis, na noite deste domingo (21), durante uma intervenção policial que começou com uma denúncia de violência doméstica.
O caso teve início por volta das 21h30, no âmbito da Operação Escudo Feminino, quando uma mulher de 39 anos compareceu ao quartel do 1º Pelotão PM de Arenápolis para denunciar que havia sido agredida fisicamente por seu namorado, Júlio Cesar, e que ele também havia destruído seu aparelho celular. A vítima relatou ter fugido da residência em busca de amparo do Estado.
De imediato, a guarnição deslocou-se ao endereço do suspeito. Segundo a nota oficial da PM, os policiais realizaram sucessivas verbalizações para que o homem se entregasse pacificamente, mas ele se recusou a acatar as ordens. Diante da negativa, a equipe procedeu com o adentramento tático na residência.
Neste momento, de acordo com o relato institucional, os militares foram surpreendidos por uma emboscada. Júlio Cesar, armado com um facão, teria desferido um golpe contra um dos policiais, atingindo a mão esquerda de um soldado e causando lesões de natureza grave. A guarnição realizou um recuo tático imediato para prestar socorro ao policial ferido, que foi encaminhado ao Pronto Atendimento de Saúde local.
Em seguida, foi acionado o apoio do 2º Pelotão PM de Nortelândia. Ao retornarem ao local, as equipes realizaram uma varredura no perímetro e localizaram Júlio Cesar escondido nos fundos do quintal, ainda empunhando a arma branca utilizada no ataque anterior.
Segundo a versão oficial, mesmo diante do cerco policial, o suspeito não acatou a ordem de desarmamento e tentou uma nova investida contra as equipes. Para repelir a agressão iminente e proteger a integridade física dos militares, um disparo foi efetuado, atingindo o tórax do agressor.
Imediatamente após a neutralização da ameaça, os próprios policiais prestaram socorro ao homem e o encaminharam ao Pronto Atendimento de Arenápolis. No entanto, na manhã desta segunda-feira (22), ele apresentou severa evolução clínica negativa e, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu.
A nota da Polícia Militar informa ainda que uma testemunha declarou às autoridades que, no intervalo entre as duas intervenções policiais, Júlio Cesar teria confessado o ataque ao militar e afirmado categoricamente que desferiria novos golpes de facão caso a polícia retornasse.
A PM enfatizou que toda a intervenção ocorreu sob observância das normativas legais e da doutrina do uso diferenciado da força, e que o desfecho decorreu da recusa do infrator em submeter-se à ordem legal. A instituição afirmou que adotará todas as medidas de Polícia Judiciária Militar necessárias para a elucidação das circunstâncias da ação policial.
O policial militar ferido segue em recuperação. O caso é investigado pela Polícia Civil e pela Justiça Militar.





