CONSCIENTIZAÇÃO

Por que o desperdício de alimentos continua sendo um problema

Ao longo dos anos, as discussões sobre o desperdício de alimentos mudaram. No início, a ideia era conscientizar as pessoas de que a perda de alimentos era real e que precisava ser enfrentado. Organizações de todo o sistema alimentar se dedicavam a medir a escala desse problema.

Atualmente, quem está envolvido nessa cadeia provavelmente já sabe que nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de um terço dos alimentos não é consumido. Se o desperdício de alimentos fosse um país, ele seria o terceiro maior emissor de gases de efeito estufa, ficando atrás apenas da China e dos EUA.

Neste momento, o debate deve incluir a capacitação de pessoas para agirem e terem recursos necessários para isso. Hoje, há mais organizações comunitárias e startups concentradas em criar soluções criativas para o desperdício de alimentos do que nunca. Não há mais desculpas para ignorar esse problema.

Empresas de resgate de alimentos, como a Food Recovery Network, presente em campi universitários nos Estados Unidos, a Rescuing Leftover Cuisine, em Nova York, a Oz Harvest, na Austrália, e a mexicana Cheaf, estão recuperando excedentes e destinando-os a pessoas em situação de necessidade.

Em vez de descartar a produção remanescentes de fazendas ou restos de vegetais frescos cortados, a empresa estadunidense Matriark Food os transforma em produtos saudáveis e com baixo teor de sódio, como molho de tomate e caldo de legumes, que são destinados a escolas, hospitais e bancos de alimentos.

Para líderes e governantes, o Global Food Donation Policy Atlas serve compilações para reduzir a perda de alimentos e combater a fome.

Apenas conscientizar sobre o desperdício de alimentos não é mais suficiente. É preciso fornecer às pessoas as ferramentas necessárias para combatê-lo. Ao fazer isso, é possível tornar os sistemas alimentares melhores e mitigar efeitos das mudanças do clima, além de tornar o mundo mais nutrido, justo e equitativo.

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