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Pesquisa revela quais são os golpes financeiros mais praticados durante o Carnaval

ROBERTO SUNGI/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Um levantamento realizado pela fintech Koin aponta que o Carnaval continua sendo um período de alto risco para fraudes financeiras e digitais. Entre os golpes mais comuns estão a adulteração de QR Codes e perfis falsos de lojas que vendem produtos carnavalescos. De acordo com a pesquisa, 18,4% dos entrevistados já foram vítimas de algum tipo de golpe durante a folia.

As fraudes mais frequentes incluem:

  • Pix ou QR Code adulterado (46,4%)
  • Perfis falsos vendendo produtos ou serviços carnavalescos (35,7%)
  • Clonagem de cartão ou cobranças indevidas em transporte (21,4%)
  • Roubo de celular seguido de acesso a contas bancárias ou clonagem de WhatsApp (17,9%)
  • Venda de ingressos falsos (14,3%)
  • Golpes em hospedagens, como anúncios falsos ou cobranças indevidas (10,7%)

Os prejuízos financeiros também são significativos: 28,6% das vítimas perderam entre R$ 100 e R$ 500, enquanto 21,4% tiveram perdas superiores a R$ 1.000. Apenas 17,9% conseguiram evitar danos financeiros. Mesmo diante dos riscos, a maioria dos foliões adota medidas de proteção: 72% afirmam se precaver contra fraudes, 12,5% tomam cuidado apenas ocasionalmente e 15,1% admitem não se protegerem, tornando-se alvos mais vulneráveis.

Entre as principais estratégias de segurança adotadas estão:

  • Evitar fornecer dados pessoais ou bancários a desconhecidos (66,4%)
  • Não sacar dinheiro em caixas eletrônicos próximos a eventos (51,3%)
  • Ativar a autenticação em dois fatores no celular e em aplicativos bancários (46%)
  • Conferir QR Codes antes de pagamentos e verificar a autenticidade de anúncios de hospedagem (36,8%)

Furtos e roubos de celulares

Para reduzir o risco de furtos e roubos, 68,4% dos entrevistados evitam expor o celular em locais movimentados, 53,9% ativam o rastreamento do aparelho, 44,7% utilizam senhas fortes e biometria para desbloqueio, e 32,9% desativam o Pix ou reduzem os limites de transferência durante o período festivo. Caso o celular seja roubado, as principais reações dos foliões são registrar um boletim de ocorrência (34,9%), bloquear o aparelho remotamente (34,9%) e avisar o banco para impedir transações fraudulentas (22,4%).

A pesquisa também mostrou a percepção dos foliões sobre pagamentos digitais durante o Carnaval. Enquanto 38,2% evitam esse tipo de pagamento por segurança, 34,9% se sentem muito seguros, 19,7% se dizem razoavelmente seguros e 7,2% consideram arriscado realizar pagamentos digitais na folia. “O Carnaval é um período crítico para golpes e fraudes devido à grande concentração de pessoas. A educação financeira e digital é essencial para que os foliões aproveitem a festa sem prejuízos”, alerta Gabriela Jubram, head de marketing da Koin.

Ela destaca que medidas como o uso de senhas fortes, biometria facial e controle de acesso aos aplicativos ajudam a reduzir fraudes e garantir mais tranquilidade aos consumidores. O levantamento foi realizado na primeira quinzena de fevereiro e ouviu 250 pessoas em todas as regiões do Brasil.

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