DR DIOGO TADEU

Glúteos lisos novamente? Conheça o procedimento que está mudando o jogo contra estrias

O tratamento das estrias nos glúteos com radiofrequência fracionada representa hoje um dos avanços mais consistentes dentro da dermatologia estética regenerativa. Ao longo dos últimos anos, deixamos de focar apenas em “disfarçar” as estrias e passamos a compreender que elas são, na verdade, cicatrizes dérmicas resultantes da ruptura das fibras de colágeno e elastina. Esse entendimento mudou completamente a abordagem terapêutica.

As estrias, especialmente na região glútea, surgem com frequência após variações hormonais, ganho ou perda de peso, crescimento acelerado na adolescência ou aumento de massa muscular. Inicialmente avermelhadas ou arroxeadas (estrias rubras), elas evoluem para um aspecto esbranquiçado e atrófico (estrias albas), indicando uma cicatriz madura. É justamente nessa fase que muitos pacientes procuram tratamento, buscando melhora da textura, da profundidade e da uniformidade da pele.

A radiofrequência fracionada atua diretamente no coração do problema: a desorganização da matriz dérmica. Diferentemente de tecnologias superficiais, ela promove microzonas térmicas controladas em profundidade, preservando áreas de pele íntegra ao redor. Esse padrão fracionado permite uma recuperação mais rápida e, ao mesmo tempo, desencadeia um potente processo de remodelação do colágeno. O calor gerado atinge camadas profundas da derme, estimulando fibroblastos a produzirem novas fibras de sustentação, promovendo espessamento cutâneo e melhora da qualidade da pele.

Na prática clínica, observamos que a região dos glúteos responde de forma particularmente favorável ao estímulo térmico profundo, pois trata-se de uma área com boa espessura dérmica e potencial de regeneração significativo. O protocolo geralmente envolve múltiplas sessões, com intervalos mensais, permitindo que o organismo complete o ciclo de neocolagênese entre uma aplicação e outra. Os resultados não são imediatos, pois dependem do tempo biológico da formação de novo colágeno, mas costumam tornar-se progressivamente mais evidentes ao longo de semanas e meses.

É importante destacar que a radiofrequência fracionada não “apaga” completamente as estrias — e qualquer promessa nesse sentido deve ser vista com cautela. O objetivo realista e cientificamente embasado é reduzir profundidade, melhorar textura, uniformizar o relevo e devolver maior firmeza à pele. Em muitos casos, há uma melhora significativa do aspecto visual, tornando as estrias muito menos perceptíveis mesmo à curta distância.

Outro diferencial dessa tecnologia é o perfil de segurança quando realizada por profissional habilitado. Por ser um procedimento minimamente invasivo, o tempo de recuperação costuma ser curto, com possível edema leve e vermelhidão transitória. A indicação adequada, avaliação do fototipo e ajuste correto de parâmetros são fundamentais para evitar intercorrências e garantir resultados consistentes.

Associar a radiofrequência fracionada a outras estratégias, como bioestimuladores de colágeno, tecnologias complementares ou protocolos regenerativos, pode potencializar ainda mais os resultados, especialmente em estrias antigas e profundas. A abordagem combinada respeita o princípio atual da dermatologia estética moderna: tratar a pele como um tecido vivo, estimulando sua capacidade natural de regeneração.

O tratamento de estrias glúteas deixou de ser um desafio sem solução e passou a integrar o arsenal terapêutico com respaldo científico e previsibilidade clínica. A radiofrequência fracionada consolida-se como uma ferramenta eficaz por atuar na causa estrutural da lesão, promovendo remodelação dérmica verdadeira e progressiva. Em um cenário em que a busca por naturalidade e melhora da qualidade da pele é prioridade, essa tecnologia representa um avanço importante na forma como encaramos as cicatrizes do tempo e das transformações corporais.

 

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