CROQUI

Por VG, o vice viceja

Conforme adiantado aqui, que Tião da Zaeli estaria ensaiando uma justificativa que contivesse “para o bem de Várzea Grande” em seu recuo nas denúncias de mazelas da atual administração, após a reunião que remendou o tecido do ego, poder e dinheiro, selando a paz entre ele e a prefeita Flávia Moretti.

“A sociedade é mais importante e está acima dos nossos conflitos”, disse Tião a imprensa.

Não é e não está.

Se o pensamento acima tivesse um mínimo de sinceridade, o ensaio de seu afastamento da administração teria sido “à francesa”, sem despedidas, sem ameaças, sem data limite para “revelações”, no máximo um bilhete para quando notassem sua ausência, desejando sucesso para a gestora.

Na nova repartição de tarefas (orçamento), Tião ficará com o Departamento de Água e Esgoto (DAE) e a Secretaria de Educação, que já esteve sob sua gestão quando repartiu o mandato com Murilo e fez um bom trabalho, é só repetir a receita, pois nesse setor a melhoria nunca é imediata. Uma avaliação séria só se dá no segundo ano de gestão.

No DAE reside a maior das promessas de campanha, a solução para a falta de água na cidade.

Ainda tem a secretaria de Obras, que seria dividida entre os brigões.

Ao que parece, a estratégia adotada é boa com chance de ser ótima.

O maior desafio é a concessão do serviço de saneamento básico para empresa privada. Em dois anos dá para encaminhar.

Casualmente, o mandato na presidência da Câmara é de dois anos e Vanderlei Cerqueira, atual presidente, desafeto de Flávia Moretti e quase “compadre” de Tião, terá a missão de aprovar isso no legislativo, por onde o projeto, obrigatoriamente, terá de passar.

Esse prazo de dois anos é por conta das eleições de 2026. Tião sabe que seu nome não tem envergadura suficiente para disputar a prefeitura, tanto que “inventou” a Flávia. Essa musculatura pode ser conseguida com um mandato de deputado, onde suas chances vão de boas a muito boas, dependendo dos acontecimentos até lá, incluindo brigas.

Talvez sejam esses os motivos que fazem com que Tião não assuma diretamente o DAE, que seria a atitude correta se o objetivo realmente fosse “o bem de Várzea Grande” e o cumprimento de promessa de campanha. Mas quem depende de voto, sempre reserva alguém para pôr a culpa em caso de fracasso.

E a Flávia?

Alguém sabe o significado de “Camisa de 11 varas”?

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