EXPLORAR O BRASIL

Mendes volta atrás, defende agro e critica ambientalistas

Pedro França/Agência Senado

O governador Mauro Mendes (UB) declarou que manterá sua posição contrária à moratória da soja e às demais restrições relacionadas ao uso de terras, apesar da pressão de ambientalistas que, segundo ele, atuam em favor de países concorrentes no setor do agronegócio. Mendes enfatizou que o Brasil já conta com o Código Florestal, uma legislação rigorosa que impõe limites severos aos produtores rurais, autorizando o uso de apenas 20% de suas propriedades. Para o governador, o discurso ambientalista não corresponde às necessidades reais do país, que possui vastas riquezas naturais e precisa aproveitá-las para impulsionar seus indicadores econômicos e sociais.

“Abriremos mão, pois os ambientalistas que jogam contra os interesses dos brasileiros querem isso? Nós queremos preservar a Amazônia, mas respeite nosso direito de nos desenvolvermos e gerar riquezas. Os brasileiros querem preservar, não precisam vir meter o dedo na nossa cara”, disparou o governador nesta quinta-feira (3). “Não podemos abrir mão de ficar gerando riquezas para tirar o Brasil da pobreza, tirar milhões de pessoas da pobreza porque isso não agrada meia dúzia de ambientalistas a serviço de nossos concorrentes”, emendou Mauro.

Durante seu discurso na Conferência Internacional sobre Etanol de Milho (Unem Datagro), o governador reiterou que não é o momento de discutir a lei do desmatamento zero no país. De acordo com ele, o primeiro passo é coibir o desmatamento ilegal.

“Antes, precisamos acabar com as ilegalidades do país. Não podemos tirar o direito das pessoas se desenvolverem. Se encontrarmos fertilizantes em alguma parte do Brasil, não vamos poderemos explorar porque não podemos abrir um campo de futebol”, questionou.

Mendes citou a situação do município de Autazes, no estado do Amazonas, onde foram encontradas reservas de fosfato. O governador observou que a cidade concentra 20% de todo o mineral existente no país. Porém, o Brasil continua importando o fosfato pela polêmica de não investir na exploração.

“Autazes contém 20% do que já foi prospectado de fosfato no Brasil, mas importamos de outros países para não desmatar cinco campos, isso é um grão de areia de todo o nosso território”, finalizou Mauro.

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