A política brasileira não é para amadores. Acreditem, em Mato Grosso dois representantes da direita brigam por posicionamentos ideológicos.
Maysa Leão (Republicanos), vereadora por Cuiabá e o deputado estadual Gilberto Cattani (PL), divergiram opiniões em um Pod Cast e a briga parou na polícia com a vereadora fazendo um B.O. contra o deputado e o mesmo processando a vereadora por crime de calúnia, difamação e injúria e pedindo a mesa diretora da Câmara Municipal que abra processo por quebra de decoro.
Na entrevista o deputado se declarou a favor da castração química para estupradores e a vereadora não apoiou tal medida, sem isentar de punição o criminoso.
Cattani editou o vídeo da entrevista, segundo a vereadora, fazendo parecer que ela defendia estupradores e que por conta do vídeo passou a receber ameaças, inclusive de estupro, por seguidores de Cattanni.
O deputado andava “sumidinho” da mídia após processo por quebra de decoro por ter comparado mulheres a vacas, e em um esforço para ter seu nome novamente publicado na mídia local, chegou a copiar a malfadada e já derrubada lei em Porto Alegre/RS que transformava a data de 8/01 em dia do patriota.
Sem sucesso na primeira tentativa viu chance na discussão com a vereadora de voltar a chamar atenção e alegrar seu eleitorado.
Anotem: Cattani vai ver a vaca indo para o brejo outra vez.
No embate com a vereadora, independente do resultado da pendenga, quem ganha é Maysa Leão, que foi alçada ao nível do parlamento estadual, e terá seu nome ampliado para o estado.
Já para o deputado pode sobrar, no mínimo, a constatação de má fé, caso os argumentos da vereadora sejam comprovados.

