Um dos caciques da política, Júlio Campos (União Brasil), conta novamente com a sobra eleitoral para sonhar com a reeleição para deputado estadual, neste domingo (4).
A corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso começa a desenhar um novo mapa político. Projeção do instituto MT Dados aponta Podemos, MDB e Republicanos como as siglas com maior número de vagas estimadas, mas parte dos nomes citados na lista depende justamente da chamada distribuição das sobras — etapa que pode alterar a composição final da Assembleia. O sistema proporcional considera a votação total de cada partido ou federação e, depois, a votação individual dos candidatos.
Na primeira etapa, calcula-se o quociente eleitoral, dividindo os votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. Em seguida, a votação de cada partido ou federação é dividida por esse quociente para chegar ao quociente partidário, que indica quantas cadeiras a legenda conquista inicialmente. As vagas que não são preenchidas nessa conta passam para a distribuição das sobras. Nessa fase, é calculada a média de cada partido ou federação: a votação da legenda é dividida pelo número de cadeiras já obtidas, mais uma. A vaga fica com quem apresentar a maior média, e o cálculo é repetido para cada cadeira restante.
É justamente nessa etapa que nomes como Mauro Savi, Leonardo Bortolin, Nininho, Alcino Barcelos, Carlos Avallone, Valdir Barranco, Sebastião Rezende, Júlio Campos, Gilmar Fabris e Elizeu aparecem na projeção como candidatos que podem depender das sobras para chegar à AL.
Pela regra atual, na primeira rodada das sobras o partido ou federação precisa ter alcançado pelo menos 80% do quociente eleitoral, e o candidato precisa ter votação individual mínima equivalente a 20% do quociente eleitoral. Depois que não houver mais legendas que atendam a esses critérios, as cadeiras remanescentes são distribuídas pelas maiores médias entre todos os partidos e federações participantes.

