Atualmente muito se lê, noticia e faz para diversas espécies de inclusão social no país, no Estado e nos milhares de municípios espalhados pelo Brasil.
Em um país miscigenado como o nosso, eis que fazer gestão pública inclusiva implica em renunciar no exercício da função as crenças titulares do senhor gestor, tendo em vista quando investido no mandato o laicismo há de ser seu dever, gostando ou não.
Neste sentido há gestores que insistem duma forma ou doutra fazer, ou tentar fazer imperar suas subjetividades acima da Lei, dos usos e dos bons costumes.
Para citar como exemplo há gestores que ao assumirem seus mandatos buscam de toda sorte, em virtude de suas convicções pessoais, realizar o corte no lazer da sociedade, confundindo sistematicamente lazer com festas, promiscuidades e congêneres.
O lazer é direito fundamental do ser humano e é dever público proporcioná-los em todas suas dimensões, portando pode até ser o gestor público contrário a realização de festas regadas a compra e venda de bebidas alcoólicas, porém o que não pode ser retirado da população mais carente e em geral é o direito do acesso a cultura, prática de esportes, literatura, exposições artísticas com fomento dos artistas locais, a diversidade culinária, o acesso ao cinema, etc.
Portanto quando se efetivam políticas públicas voltadas ao lazer que jamais deve ser confundido com a velha política do “pão e circo”, eis que o há inclusão social da camada mais vulnerável da sociedade e que, por óbvio, também é mais dependente destas políticas para poder ter acesso a este direito fundamental.
A vida não é só trabalhar, mas o equilíbrio entre o ócio produtivo e o trabalho elevam os níveis de saúde físico, mental e metafisico de todos, corroborando para uma sociedade mais plural e feliz!
Professor Rodrigo Palomares
Advogado, professor e comentarista na rádio Jovem Pan 90.9 FM, Cuiabá/MT.