O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou que o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) e a Polícia Civil apresentem relatórios detalhados sobre o histórico de atendimentos à professora Luciene Naves Correia, morta a tiros pelo ex-marido na última segunda-feira (16), em Cuiabá.
A decisão busca apurar se houve negligência ou falha técnica na rede de proteção, incluindo o funcionamento do aplicativo SOS Mulher. Familiares relataram possível falha no acionamento da ferramenta, informação negada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).
O Judiciário solicitou relatório completo de acionamentos feitos pela vítima, via 190 ou aplicativo, com datas, horários e providências adotadas, além de boletins de ocorrência, registros e eventuais áudios entregues pela família.
Após a entrega das informações, o Ministério Público e a Defensoria Pública serão ouvidos. A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá informou que já foi notificada e que cumpre a decisão. A Sesp-MT afirmou que prestará os esclarecimentos após notificação formal.

