O União Brasil definiu, durante convenção estadual realizada nesta quinta-feira (30), que não terá candidato próprio ao Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. Por maioria dos votos, a legenda decidiu apoiar o projeto de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), consolidando a permanência da aliança entre os dois partidos.
A proposta recebeu 30 votos favoráveis, enquanto 19 convencionais defenderam a manutenção da pré-candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás. Também foi registrado um voto nulo, além de uma ausência.
Com o resultado, o partido encerra o movimento em torno da candidatura de Jayme Campos e passa a integrar oficialmente a base de sustentação da campanha de Pivetta. A decisão também reforça a estratégia política conduzida pelo ex-governador Mauro Mendes, que trabalhou nos bastidores para manter o grupo governista unido e concentrar os esforços da legenda na disputa por uma vaga no Senado.
A convenção colocou fim a semanas de discussões internas entre os defensores de uma candidatura própria e os integrantes que defendiam a continuidade da composição política construída durante a gestão de Mauro Mendes.
Durante o encontro, dirigentes argumentaram que a união entre os partidos amplia as condições de manter o atual projeto administrativo e fortalece a participação do União Brasil na formação da chapa majoritária e em um eventual novo governo.
Com a definição, as atenções agora se voltam para a distribuição dos espaços que o União Brasil ocupará na coligação, além das articulações envolvendo a campanha estadual e as candidaturas proporcionais.
Após a votação, Mauro Mendes rebateu as críticas feitas pelo senador Jayme Campos, que afirmou ter havido “truculência” na condução da convenção. O ex-governador garantiu que todo o processo ocorreu dentro das normas internas da sigla e conforme as regras aprovadas pela direção nacional do partido.
Segundo Mauro, os convencionais tiveram liberdade para votar e manifestar sua posição. Ele ressaltou que o regulamento foi amplamente divulgado e seguido durante toda a convenção.
Apesar da disputa interna, Mauro Mendes afirmou que pretende dialogar com Jayme Campos nos próximos dias. Ele reconheceu que é natural haver insatisfação após o resultado, mas defendeu a construção da unidade partidária para o processo eleitoral.
“Tudo o que aconteceu seguiu absolutamente o regulamento eleitoral do partido. Uma resolução que nós publicamos e foi validada pela nacional do partido, e ela foi muito transparente. Todos os convencionais foram lá, votaram, expressaram o seu voto”, afirmou.
O ex-governador também reafirmou que o apoio a Otaviano Pivetta representa a continuidade do projeto político desenvolvido nos últimos anos em Mato Grosso e não apenas uma decisão estratégica para as eleições.

