“É MINHA”

Um vício de linguagem, com alegria genuína

A população sempre se pergunta qual a relação entre a diplomação de um político para um cargo eletivo e o despertar empresarial que ele causa.

É notória e histórica a ascensão do capital de quem tem um mandato eletivo e as empresas familiares.

O deputado Valmir Moretto (Republicanos), não se conteve ao ver o governador Mauro Mendes assinar licitações em que uma empresa, na qual era sócio até se eleger deputado, passando sua parte no negócio para seu irmão em 2018, quando foi eleito para deputado estadual, ganhou uma licitação para construção de uma rodovia.

Com alegria espontânea, o deputado deu gritos de comemoração na assinatura do contrato.

“É minha”, vibrou o deputado, justificando a euforia ao govenador, que depois colocou na conta da “força do hábito”.

A Construtora Oeste, que já garantiu 60 milhões em contratos com o governo de Mato Grosso em 2025, não tem registros vultosos de obras antes de um parente se sentar em uma cadeira da Assembleia Legislativa.

Importante registrar que não existem quaisquer denúncias de fraude ou o mínimo problema que atinja a legalidade nos contratos licitados.

O que reforça, mais ainda, a pergunta: Qual a relação de um diploma eleitoral e êxito empresarial da família do diplomado?

É exigência legal que empresas, para poderem contratar obras com o poder público, não podem ter em seu quadro de sócios, mandatários políticos.

Quase em regra, o afastamento se dá para a eleição e um parente, esposa, filho, irmão, pai, mãe, continuam o negócio. Na falta de consanguíneos, pode ser alguém de confiança de qualquer cor; preto, branco, vermelho, amarelo ou laranja.

Se não se provar que são eles, os políticos, que atrapalham o desempenho das empresas enquanto fazem parte da sociedade, o mistério se perpetua.

Respondendo a quem perguntou o que tem a ver com a cruel dúvida sobre os poderes de um diploma eleitoral, com a foto do prefeito Abilio Brunini segurando a vereadora Baixinha Giraldelli no colo, abaixo, a resposta é: Tudo e nada.

Assim como há quem desconfie de alguma travessura em um caso, mesmo sem a mínima prova, pode enxergar o executivo colocando o legislativo no colo, em outro.

Vai ver, é só demonstração de amizade.

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