O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi preso e retirado de seu país por forças dos Estados Unidos na madrugada deste sábado (3), após uma série de ataques aéreos que atingiram alvos militares e civis em Caracas e outras regiões. O anúncio foi feito pelo presidente americano, Donald Trump.
Trump afirmou que “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea.”. A operação teria sido conduzida em conjunto com agências de aplicação da lei dos EUA.
Os bombardeios começaram por volta de 1h50 da manhã (horário local) e duraram menos de 30 minutos-1. Testemunhas relataram pelo menos sete explosões em Caracas, tremores, aeronaves voando em baixa altitude e quedas de energia em vários bairros.
Segundo listas divulgadas pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, e confirmadas por fontes diplomáticas, os alvos incluíram: A base aérea de La Carlota, em Caracas, O Quartel da Montanha, em Catia La Mar, O Palácio Federal Legislativo, O Forte Tiuna e a Base de F-16 em Barquisimeto.
O governo venezuelano emitiu um comunicado classificando a ação como “grave agressão militar” e violação da Carta das Nações Unidas. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, apareceu em transmissão televisiva pedindo calma à população e denunciando uma “massacre”.Nicolás Maduro, antes de sua captura, decretou estado de emergência nacional e convocou as forças armadas e a população para ativar todos os planos de defesa.
Autoridades americanas, por meio do senador Mike Lee, informaram que Maduro foi “preso por pessoal dos EUA para ser julgado por acusações criminais nos Estados Unidos”. Os ataques militares teriam sido realizados para “proteger e defender aqueles que executavam o mandado de prisão”.
O secretário de Estado, Marco Rubio, teria dito ao senador Lee que “não antecipa mais ações (militares) na Venezuela agora que Maduro está sob custódia”. Maduro já havia sido indiciado em março de 2020 por conspiração para narcoterrorismo no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que apareceu na televisão estatal após os ataques, afirmou não saber do paradeiro de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, e exigiu “prova de vida” do governo americano.

