Antônio Carlos Eugênio Soares, de 42 anos, foi assassinado de maneira brutal na madrugada do último domingo (30), enquanto repousava em uma instalação provisória montada em uma propriedade rural situada no município de Brasnorte, a 584 quilômetros de Cuiabá. O trabalhador foi surpreendido por sucessivos golpes de instrumento perfurocortante desferidos por um companheiro de labuta, de apenas 21 anos, que foi detido em flagrante pelas forças de segurança e conduzido à unidade policial da cidade.
Conforme apurou a corporação especializada, a contenda entre os dois funcionários teve início horas antes do crime, motivada por uma discussão acalorada acerca da utilização de um automóvel pertencente à fazenda — mais especificamente, sobre quem teria o direito de portar a chave e dirigir o veículo. O que era um simples atrito verbal acabou se transformando em uma tragédia de proporções lamentáveis.
Em seu interrogatório perante as autoridades, o jovem detido confessou que foi alvo de ofensas e ameaças proferidas por Antônio no calor da briga. Após o entrevero, a vítima recolheu-se à sua barraca para descansar. O suspeito, no entanto, relatou ao delegado plantonista Guilherme Los que permaneceu remoendo o desentendimento, tomado por uma crescente irritação que o impediu de pregar os olhos.
Movido por esse estado de exaltação, ele teria se armado com uma faca, aproximou-se sorrateiramente pela parte traseira da lona e desferiu múltiplos golpes contra o colega, que se encontrava em completo estado de indefensão durante o sono profundo.
A violência dos ferimentos foi tamanha que Antônio não resistiu e teve seu óbito constatado ainda no próprio acampamento, sem chances de socorro médico.
Imediatamente após perceberem a cena de horror, dois outros empregados, que também pernoitavam no local, reagiram com presteza: imobilizaram o agressor, ataram seus membros com cordas e acionaram a Polícia Militar por meio de contato emergencial.
O indivíduo capturado foi apresentado na delegacia e deverá ser autuado por homicídio qualificado, em virtude da motivação fútil que embasou o crime e da utilização de um expediente que inviabilizou qualquer reação da vítima — uma vez que o ataque foi perpetrado de forma covarde enquanto Antônio dormia alheio ao perigo iminente.
A Polícia Civil já instaurou inquérito para aprofundar as investigações e esclarecer todos os contornos dessa ocorrência que abalou a comunidade rural da região, cujas diligências seguem em andamento para garantir a completa elucidação dos fatos.

