Pela terceira vez no ano, a Capital mato-grossense bateu recorde de calor. Desta vez, os termômetros atingiram a marca de 41,8º C. A informação é do meteorologista Francisco Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), que revelou que, de acordo com as previsões, nos próximos dias a chuva dará o ar das graças em todo o estado, carregada, inclusive, com raios e trovões.
As altas temperaturas continuam nesta quarta-feira (08/09). Há a possibilidade de um novo recorde de calor, já que a máxima é de 41º C. Já a mínima prevista é de 31º C. Muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, que deve ocorrer no começo da noite.
Já para esta quinta-feira (09/09) os termômetros despencam um pouco. Os termômetros oscilam entre 25º C e 32º C mínima e máxima, respectivamente. A umidade relativa do ar também aumenta, chegando a 45%. Há probabilidade de chuva, principalmente na região oeste, parte norte e também central do estado, chegando à baixada Cuiabana.
O meteorologista Francisco Assis, do Instituto Nacional de Meteorologia, o INMET, explica que há uma virada de tempo previsto para acontecer ainda nesta quinta-feira (08/09), com a chegada de chuva carregada com trovões e raios.
“A mudança vai acontecer no oeste de Mato Grosso, ala norte, algumas alas da parte central e também na baixada cuiabana e já deve ter chuva hoje no final do dia chegando até a região de Cuiabá”, disse.
RECORDES DE CALOR
Esta é a terceira vez que Cuiabá bate recorde de temperatura de calor. Em agosto, por dois dias consecutivos, a capital registrou mais de 40º C. No dia 24, foi registrado 40,8º C, e dia 25, 41º C.
Com os recordes, Cuiabá é, até o momento, a capital mais quente do Brasil, seguida pelo Rio de Janeiro, que chegou a registrar 40,2°C em janeiro.
É possível que a temperatura máxima nesta quarta-feira (08/09) seja ainda maior, por alguns décimos a mais, em uma nova leitura que o Inmet fará às 21h.
QUALIDADE DO AR
A Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) faz o monitoramento da qualidade do ar em Mato Grosso. Nas últimas semanas, os números mostram que alguns municípios do estado estão com a qualidade do ar entre boa e inadequada, com uma oscilação muito grande.
Dos 15 municípios monitorados, cinco estão com a qualidade do ar inadequada. São eles: Colíder, Diamantino, Rondonópolis, Sinop e Sorriso.
A fumaça que vem das queimadas faz parte de um grupo que os pesquisadores chamam de material particulado, com pequenos pedaços de sujeira que não dá para ver a olho nu.
A Central de Monitoramento da Qualidade Ambiental aponta a concentração dessas partículas e elas são medidas em microgramas por metro cúbico. Se esse valor fica abaixo de 25, o ar é considerado bom, se ficar acima, é inadequado para a saúde.
A oscilação nas categorias é ligada ao movimento do ar. De acordo com o coordenador de monitoramento da qualidade do ar, Sérgio Figueiredo, a fumaça está sendo dispersa pelo vento.

