O governador Mauro Mendes, após ataque e réplica a Eduardo Bolsonaro, está sendo atacado pela ala radical bolsonarista em Mato Grosso.
Depois das negociações iniciadas entre os governos brasileiro e americano por conta do tarifaço, das declarações simpáticas a pessoa do presidente brasileiro, com direito a parabéns pelo aniversário, externados pelo presidente Trump, a “batalha” pela anistia do pai nos EUA perdeu sentido, importância e sonho de efetividade, com único efeito ainda por vir, que é pôr o genitor na Papuda e não em prisão domiciliar como o ex-presidente Collor de Mello.
Mauro Mendes, que não depende de padrinho para sua eleição ao senado, acabou por falar o que já é pensamento da direita no país, Eduardo fez o gol mais bonito na história da política brasileira, mas foi contra.
Tá, não precisava falar em “merda”. Mas, que foi mais que uma lambança, foi.
Nas redes sociais, representantes da extrema direita mato-grossense saíram em defesa da prole real.
Gilberto Cattani, defensor do indefensável, fé inabalável em Bolsonaro como candidato a presidência no próximo ano, foi o primeiro na defesa do rebento auto exilado de Jair e puxar a fila dos que colocam Mauro fora da direita, com direito a metáfora do peru que não adianta pôr penas de pavão, que “no dia que abrir o bico, vai fazer glu, glu”.
Quase que ao mesmo tempo, o vereador Rafael Ranalli disse que Mauro não pertence a direita e que apenas está “surfando da onda bolsonarista”.
Sequência seguida pelo deputado estadual Faisal Calil, aumentado o coro de que a direita está unida e Mauro não pertence a ela, citando algumas ações que ele não considera leais a ideologia do grupo, sem deixar de fora a intenção de expropriar, por lei, terras de quem cometesse queimadas e ou desmates ilegais, momento em que Mauro, em reparação, deu uma guinada de encontro a bolsonarismo, saindo da direita moderada ou centro direita.
Mas, esse é o pessoal do andar de baixo. De nível estadual e municipal.
José Medeiros, deputado federal e candidato ao senado pelo Partido Liberal (PL), Ananias Filho, presidente do partido PL em MT, e os demais deputados federais mato-grossenses de direita, preferiram “pegar o beco” ou assoviar e olhar para o outro lado.
Enfim, retirando os que dependem do nome Bolsonaro para se eleger, ou no caso de Ranalli, que viu uma chance de ascender no partido, colocando seu nome como candidato ao senado pelo PL, no lugar de Mauro, as felicitações pelo posicionamento do govenador não devem ter sido poucas.
A direita já soltou a mão de Jair Bolsonaro e filhos, somente não quer soltar a mão de seus eleitores.

