ENSANGUENTADA

Secretário de prefeitura é acusado de espancar esposa com vários socos

Uma mulher de 31 anos foi vítima de agressão física na madrugada do dia 15 de dezembro, por volta de 0h30, no município de Querência. O suspeito é o marido da vítima, um homem de 38 anos, que foi preso em flagrante pela Polícia Militar, mas acabou obtendo liberdade provisória após audiência de custódia realizada pelo Poder Judiciário. Trata-se do secretário executivo do gabinete do prefeito de Querência, Macgaiver Max Neves Souza, de 38 anos.

De acordo com a Polícia Militar, a guarnição foi acionada por telefone funcional após a vítima relatar que havia sido agredida pelo companheiro. No endereço informado, os policiais encontraram a mulher nas proximidades da residência, bastante abalada emocionalmente, chorando e com diversos ferimentos visíveis, como escoriações pelo corpo, hematoma no rosto e sinais de sangramento no braço e no pescoço.

A vítima relatou que as agressões teriam ocorrido por meio de enforcamento, socos e puxões de cabelo. Em seguida, os policiais se aproximaram da residência e chamaram pelo suspeito, que atendeu prontamente e autorizou a entrada da equipe. O homem afirmou que teria sido agredido pela esposa e que apenas se defendeu, alegando ter sofrido uma lesão na cabeça causada por um ferro de passar roupa e uma mordida no braço esquerdo.

Diante dos fatos constatados no local, foi dada voz de prisão ao suspeito, que foi conduzido à Central de Atendimento para a confecção do boletim de ocorrência, sem a necessidade do uso de algemas. A vítima foi encaminhada ao Hospital Municipal de Querência, onde recebeu atendimento médico e permaneceu em observação em razão das lesões apresentadas. O suspeito também apresentava lesão na cabeça, mas recusou atendimento médico naquele momento, informando que aceitaria assistência apenas durante o exame de corpo de delito. Ele esteve acompanhado de advogado durante os procedimentos policiais.

Ainda no mesmo dia, o homem passou por audiência de custódia no Plantão da Comarca de Querência. A juíza plantonista, Michele Cristina Ribeiro de Oliveira, homologou o auto de prisão em flagrante, considerando a legalidade da detenção. No entanto, após análise do caso, a magistrada entendeu não haver necessidade de conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

Na decisão, foi ressaltado que o custodiado é tecnicamente primário, possui residência fixa e exerce atividade lícita. Diante disso, foi concedida liberdade provisória mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 5 mil, além da aplicação de medidas cautelares pelo prazo inicial de 90 dias.

Entre as medidas impostas estão a proibição de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial, a proibição de manter qualquer tipo de contato com a vítima, a obrigação de manter endereço e telefone atualizados e o comparecimento mensal em juízo para informar e justificar suas atividades. O descumprimento das determinações poderá resultar em medidas mais severas, incluindo nova prisão.

 

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