O Real Madrid fez história de novo, venceu o Manchester City por 3 a 1 em mais uma virada inacreditável e garantiu vaga na final da Liga dos Campeões. Mahrez abriu o placar, mas Rodrygo foi o herói com dois gols em dois minutos, e Benzema fechou o placar na prorrogação
Dono de 13 títulos europeus, o Real Madrid chega a sua 17ª decisão de Liga dos Campeões. O clube já foi campeão espanhol no sábado (30), por isso só cumpre tabela até o dia 28, em Paris, quando vai repetir contra o Liverpool a final de seu último título (2017-18).

Rodrygo começou no banco porque Carlo Ancelotti preferiu um meio-campo mais marcador, com Valverde na direita. O time ficou travado por mais de uma hora em campo, até que Rodrygo entrou no jogo, virou alternativa pelo lado e foi fundamental para tirar o City do jogo confortável que tinha até ali. No finalzinho, já no desespero, fez dois gols históricos para levar tudo à prorrogação. Noite mágica do camisa 21, o primeiro da história do mata-mata da Champions a marcar dois gols depois do minuto 90.
A vantagem de um gol não mudou a postura do City, que marcou no campo adversário e deu trabalho em todas as saídas de bola. Às vezes o Real conseguia sair, mas nunca escapar com perigo real de gol. O time inglês roubou bolas perto da área e só não abriu o placar porque Courtois fez milagre em chute de Bernardo Silva. Gabriel Jesus e Foden também tiveram boas chances em 45 minutos de um jogo de segurança dos ingleses.
Se o Real parecia dependente de suas estrelas, o City, ao contrário, construiu seu gol em lance coletivo. Bernardo Silva carregou bem e deu passe na direita, Gabriel Jesus congelou a marcação ao deixar a bola passar, e Mahrez bateu forte para abrir o placar. Com a vantagem, o time inglês tentou controlar o ritmo até o final, mas perdeu um gol que custaria caríssimo: Grealish fez belíssima jogada individual e bateu tirando de Courtois, mas Mendy salvou de forma espetacular, em cima da linha, no lance que mudou o jogo.

O Real Madrid já tinha ressuscitado nas oitavas contra o PSG e nas quartas contra o Chelsea, mas na partida desta quarta-feira (04) parecia não ter forças para repetir o feito. O time não tinha um chute sequer na direção do gol até o minuto 90, mas Rodrygo tinha uma carta na manga. Ou melhor, duas. Ele empatou o jogo após ajeitada de Benzema para trás e virou logo no lance seguinte, de cabeça, o gol da salvação que levou tudo à prorrogação.
A empolgação dos acréscimos empurrou o Real Madrid ao ataque na prorrogação. Aos cinco minutos, Benzema finalmente teve um daqueles lances geniais que ele tornou rotina na Champions: foi esperto ao adiantar-se à marcação de Ruben Dias e deixou o corpo para sofrer o pênalti; bateu com segurança e fez o 3 a 1. O City demorou para absorver o golpe, mas depois foi para cima no desespero. Na melhor chance, dentro da pequena área, Fernandinho se esticou todo mas não conseguiu alcançar a bola a centímetros do gol.

