TERRITÓRIO

Quando a demarcação é demais o Santo devia desconfiar

 

A delimitação do município de Santo Antônio de Leverger, apresentada recentemente como “correção histórica” demonstra o “cuidado” com que nossos parlamentares tratam os interesses públicos de populações.

A política tem um dos grandes significados demonstrada neste caso.

A ponderação entre a lei e a necessidade do povo.

Uma das situações discutida em 2012 foi o território pertencente ao município que abrangia a margem direita do rio Cuiabá.

Na Praia Grande, onde termina Várzea Grande era uma divisa dupla. O lado da margem do rio pertencia a Santo Antônio e uma delimitação aproximada da estrada que margeia o rio, fazia limite com o município de Nossa Senhora do Livramento.

Os habitantes da região têm suas vidas referenciadas em Várzea Grande e a ligação por terra a sede do município se dá pela rodovia dos imigrantes, aumentando o percurso.

Como Várzea Grande não se interessou, a solução foi incorporar a área ao município de Livramento.

Não era o que se esperava, mas ficou menos pior.

Os novos limites estabelecidos em 2025 para Santo Antônio, trouxeram mais problemas logísticos e disputas por territórios e, claro dinheiro.

Em 2011 os bairros Pequizeiro e distrito Nova esperança passaram a compor área cuiabana.

Isso representou queda de arrecadação, reclamações e nosso deputados se debruçaram sobre os mapas pra uma solução e anunciaram a tal “correção histórica” devolvendo os dois bairros e outras áreas à Santo Antonio.

Esqueceram do Hospital Universitário que foi construído na região e que vai demandar de um volume de serviços essências que Santo Antônio não tem capacidade financeira para suprir.

O prefeito Abilio Brunini, que é evangélico e não crê em santos, não está nem aí que o santo é pobre, quer a área de volta ou que cada um organize sua “quermesse”.

Entre idas e vindas nasce o povo “Levergiano”, cuiabanos e/ou levergenses, até a próxima correção histórica.

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